Fortaleza, Quarta-feira, 15 Julho 2026

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Confira notícias sobre inovações tecnológicas e internet, além de dicas sobre segurança e como usar melhor seu celular

  1. RedNote Anna KURTH / AFP O Xiaohongshu, aplicativo de estilo de vida mais popular da China, se prepara para abrir capital ainda este ano. Conhecido como "Instagram chinês", ele permite que usuários publiquem fotos, vídeos e transmissões ao vivo. O serviço é chamado no Ocidente de RedNote, tem um visual parecido com o da rede social americana Pinterest e chamou atenção depois de receber usuários do TikTok nos EUA, em meio à expectativa do bloqueio do aplicativo no país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora, o Xiaohongshu também mostra seu impacto no turismo na China, onde os trajetos domésticos atingem níveis recordes. Viajantes usam o aplicativo para descobrir novos destinos e planejar roteiros em locais fotogênicos. Um lago no bairro histórico de Shichahai, em Pequim, é um dos vários pontos "daka", isto é, que são considerados parada obrigatória na cidade, e que atraem cada vez mais pessoas por conta do Xiaohongshu. JN na China: ao vivo da Grande Muralha, em Pequim, série especial conta a história do sistema político do país Por lá, há uma concorrência acirrada entre fotógrafos que fazem retratos de mulheres vestidas com trajes tradicionais. As imagens têm um destino: o Xiaohongshu. Em uma segunda-feira recente, a fotógrafa Li Geng, de 18 anos, oferecia seus serviços aos turistas que passavam pelo local. Ela cobrava 10 yuans (cerca de R$ 7,60) por retrato. A poucos metros dali, outros fotógrafos davam instruções a jovens com roupas elegantes, que faziam o sinal de vitória com os dedos e arqueavam as costas diante das câmeras. Li contou à AFP que a disputa por clientes é intensa, já que muitos concorrentes têm forte presença nas redes sociais. Um deles tem 45 mil seguidores no Xiaohongshu e cobra preços mais baixos. Inspiração para viagens A China registrou um recorde de 6,5 bilhões de viagens domésticas em 2025, de acordo com a agência Xinhua. O resultado representou um aumento de 16% em relação a 2024. No período, a base de usuários do Xiaohongshu também cresceu, passando de 300 milhões, em 2024, para 350 milhões de usuários ativos mensais, em 2025, segundo a plataforma de análise de dados Qiangua. A rede social impulsionou negócios pouco conhecidos e levou multidões a destinos fora dos roteiros tradicionais, como Zibo, uma tranquila cidade industrial da província de Shandong, depois que seus espetinhos de churrasco baratos e marinados viralizaram. Vídeos recomendados e loja on-line do RedNote Reprodução A turista Mina Chen, que visitava Shichahai com a irmã, planejou toda a viagem a Pequim com base nas recomendações de outros usuários. "Hoje, ele é indispensável para mim", disse a estudante de 20 anos à AFP. O Xiaohongshu é hoje o primeiro lugar onde "muitos viajantes jovens" buscam inspiração, disse Ming Yii Lai, consultora sênior de estratégia da Daxue Consulting. Mas o turismo estimulado pelo Xiaohongshu também trouxe problemas, como o excesso de visitantes em locais que viralizaram e a dependência excessiva de empresas em relação ao tráfego gerado pela plataforma, explicou Lai. Publicações patrocinadas por restaurantes e destinos turísticos também geraram críticas quando as recomendações não corresponderam às expectativas dos visitantes. 'Refugiados' do TikTok O aplicativo ganhou atenção internacional em 2025 quando o plano do governo americano de proibir o TikTok levou usuários dos Estados Unidos, apelidados de "refugiados", a migrar para o RedNote, versão ocidental do Xiaohongshu. Nas últimas semanas, o "Instagram chinês" voltou às manchetes por seu preparativo para apresentar de forma confidencial uma oferta pública inicial de ações na Bolsa de Hong Kong, segundo veículos como o Wall Street Journal. A AFP entrou em contato com a empresa para comentar a informação. As mulheres jovens de cidades ricas da China são a principal base de usuários do Xiaohongshu, de acordo com a Qiangua. Mas a rede social também está atraindo falantes de chinês em países como Malásia e Singapura. O aposentado singapurense Ernest Phua usou o aplicativo para planejar viagens a Cantão e Yunnan, buscando em mandarim "estratégias de viagem" e recomendações. "Se queremos saber como é realmente a vida na China" e descobrir o que os moradores gostam de fazer, comer e visitar, "o Xiaohongshu tem muito conteúdo", afirmou. Meng Jiaxuan, de 20 anos, vestida com um traje tradicional em Shichahai, contou que até as poses de sua sessão de fotos foram pesquisadas no aplicativo. "Não importa o que seja, eu simplesmente procuro no Xiaohongshu", disse. JN na China: série especial mostra Cantão, cidade que virou polo da produção de carros elétricos

  2. Criança mexendo no celular com as redes sociais visíveis no aparelho. Unsplash/Sanket Mishra O governo do Reino Unido disse nesta terça-feira (14) que pretende introduzir uma espécie de toque de recolher digital e dificultar o uso de redes sociais por jovens de 16 e 17 anos entre meia-noite e 6h da manhã. Caso a medida entre em vigor, usuários dessa faixa etária ficariam impedidos por padrão de acessar aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube durante a madrugada. O bloqueio não é obrigatório e poderá ser desfeito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recursos projetados para manter usuários online por mais tempo, como vídeos que são reproduzidos automaticamente, também serão desativados por padrão. A restrição é uma nova etapa do plano do Reino Unido com foco na saúde mental de jovens. O governo britânico já tinha anunciado em junho que deve proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Agora no g1 "Essas medidas serão cruciais para ajudar pessoas jovens a dormirem o suficiente, se concentrarem nos estudos e na faculdade e passarem mais tempo de qualidade com a família e os amigos", disse a ministra da Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall. O governo do Reino Unido divulgou nesta terça um estudo que mostrou que o toque de recolher digital foi a medida mais fácil para as famílias manterem e a que produziu os benefícios mais consistentes para o sono de jovens. A primeira proposta de regulamentação sobre restrições ao uso de redes sociais será apresentado ao parlamento britânico até o final deste ano. O objetivo do governo é que as medidas entrem em vigor no segundo trimestre de 2027. Outros países também discutem limites no acesso de redes sociais por crianças e adolescentes. A União Europeia disse na segunda-feira (13) que pode criar uma "maioridade digital", que faria o uso pleno das plataformas ser liberado apenas para maiores de 18 anos. Na Austrália, o primeiro país a proibir redes sociais para crianças, especialistas descobriram que as redes sociais estavam falhando na verificação de idade, o que torna a medida ineficaz no país.

  3. Uso da Inteligência Artificial nas eleições vai ser fiscalizado pelo TRE Mais uma empresa leva rasteira da inteligência artificial. A IBM enfrentou uma forte reação do mercado após divulgar uma carta aos investidores em que o CEO, Arvind Krishna, reconheceu que a companhia não conseguiu reagir rápido o suficiente a uma mudança inesperada no comportamento dos clientes. Após a divulgação do documento, as ações da empresa fecharam em queda de 25%, a maior desvalorização desde 1972, segundo o jornal "Financial Times". A empresa perdeu US$ 68 bilhões (R$ 346,12 bilhões) em valor de mercado, segundo levantamento da Elos Ayta. Na carta, Krishna afirma que o resultado do segundo trimestre de 2026 — que será divulgado na próxima quarta-feira (22) — ficou abaixo das expectativas da empresa, principalmente pelo desempenho da área de infraestrutura. A receita da divisão caiu 7%, pressionada por dificuldades nos negócios relacionados aos sistemas Z, os tradicionais mainframes (computadores de grande porte) da IBM, e pelos softwares associados a esses equipamentos, especialmente em processamento de transações. “Essas condições exigiam que nossas equipes executassem perfeitamente, e neste trimestre falhamos. Não nos adaptamos e não nos movemos rápido o suficiente”, lamenta o executivo aos investidores. Segundo ele, diversos grandes contratos deixaram de ser concluídos nos prazos esperados, o que representou a maior parte do impacto negativo no resultado. Como a IA entra nesse balaio? O problema, segundo a IBM, veio de uma mudança rápida na estratégia de investimento dos clientes. Nas últimas semanas de junho, empresas passaram a direcionar seus gastos de capital para a compra de servidores, armazenamento e memória, buscando garantir equipamentos diante de possíveis restrições de oferta e aumentos de preços. A companhia afirmou que já esperava algum impacto relacionado à cadeia de suprimentos, mas não previa a intensidade dessa mudança na prioridade dos clientes. À medida que empresas de diferentes setores passaram a investir mais em IA, aumentou a necessidade por uma infraestrutura capaz de sustentar essa tecnologia. Foi justamente esse movimento que alterou as prioridades de investimento dos clientes da IBM: em vez de seguirem o cronograma esperado para algumas compras tradicionais da companhia, eles direcionaram parte do orçamento para garantir equipamentos de computação antes de possíveis restrições de oferta e aumentos de preços. Visitantes passam pelo logotipo da IBM no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, ​​Espanha 3 de março de 2026 REUTERS/Nacho Doce E isso se mostrou nos números. Apesar da queda de 7% nos pesados e antigos mainframes Z, uma área mais tradicional de sua infraestrutura, uma outra área despontou. A chamada infraestrutura distribuída — que reúne servidores, armazenamento e soluções voltadas a ambientes tecnológicos mais modernos — teve o melhor desempenho histórico da companhia, com crescimento de 37% no trimestre. Período não define estratégia Apesar do reconhecimento da falha, o CEO afirmou que o resultado não muda a confiança da IBM em sua estratégia de longo prazo. “Nosso trabalho é ajudar nossos clientes a atravessar períodos de incerteza e encontrar caminhos para crescer seus negócios, independentemente do que esteja acontecendo no ambiente externo”, disse Krishna. A empresa também destacou avanços em inteligência artificial e computação quântica. A IBM anunciou o Lightwell, uma iniciativa de US$ 5 bilhões (R$ 25,45 bilhões) voltada ao uso de novas capacidades de IA para criar uma plataforma de confiança no gerenciamento de vulnerabilidades em softwares de código aberto, com participação de mais de 20 mil engenheiros e adoção inicial por grandes instituições financeiras. Na computação quântica, a companhia afirmou que pretende investir mais de US$ 10 bilhões (R$ 50,9 bilhões) nos próximos cinco anos em pesquisa, desenvolvimento, fabricação, aquisições e expansão do ecossistema. A IBM mantém a meta de entregar o primeiro computador quântico de grande escala tolerante a falhas até 2029. Computador quântico Getty Images O que esperar do balanço No trimestre, a IBM registrou receita de US$ 17,2 bilhões (R$ 87,54 bilhões) , alta de 1% na comparação anual. A divisão de software cresceu 5%, enquanto a área de consultoria ficou praticamente estável. O lucro por ação ajustado subiu 5%, para US$ 2,93 (R$ 14,91), mas o desempenho da infraestrutura ficou abaixo do esperado e levou a empresa a revisar a percepção dos investidores sobre o ritmo de adaptação da companhia ao novo ciclo de investimentos em tecnologia.

  4. Pedro Porro, da Espanha, comemora o segundo gol da equipe em jogo contra França REUTERS/Hannah Mckay A classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo nesta terça-feira (14) rendeu memes. Nas redes sociais, várias pessoas brincaram que a torcida dos brasileiros pela França deu azar. Muitos brasileiros estavam torcendo para a França por entenderem que a equipe liderada por Mbappé teria mais condições de vencer a Argentina de Messi na final. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partida terminou com vitória da Espanha por 2 a 0, com gols de de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro. A Argentina e a Inglaterra se enfrentarão na quarta-feira (14) para decidir quem segue para a final da Copa do Mundo. Confira os memes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Agora no g1

  5. Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria Uma autoridade do alto escalão do governo americano disse nesta terça-feira (14) ao Congresso dos Estados Unidos que a Nvidia enviou para a China um pequeno número de chips H200, o segundo processador de inteligência artificial mais poderoso da empresa. As vendas dos chips H200 se tornaram um ponto sensível na disputa tecnológica entre os dois países. O governo dos EUA busca restringir o acesso da China a semicondutores de ponta que possam ser utilizados em aplicações militares. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A confirmação de que os chips foram enviados para a China foi feita por Jeffrey Kessler, subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos EUA. "Houve exportações mínimas de H200 para a China até agora", afirmou Kessler ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. Segundo ele, o número de chips é "muito pequeno". Agora no g1 Uma subsidiária da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE Corp e outras duas empresas chinesas estão entre as entidades que mais recentemente receberam autorização dos EUA para comprar chips avançados de IA da Nvidia e da AMD, informou a Reuters. O Departamento de Comércio dos EUA já havia aprovado a venda de chips H200 para cerca de 10 empresas chinesas em maio, mas nenhuma entrega tinha sido realizada, segundo a agência. As empresas autorizadas incluíam Alibaba, Tencent e ByteDance, dona do TikTok. Kessler afirmou que o Departamento de Comércio forneceu ao Congresso uma lista confidencial dos pedidos para compra dos chips H200 e seus respectivos status, mas não deu mais detalhes. Restrições a empresas chinesas O deputado Gregory Meeks, principal democrata no comitê, criticou o Departamento de Comércio por não ter adicionado mais empresas chinesas à lista de controle de exportações desde outubro. É o maior período sem novas inclusões em mais de uma década. Segundo Meeks, o presidente Donald Trump "transformou os controles de exportação em uma moeda de troca nas negociações mais amplas com a China" e "enfraqueceu salvaguardas existentes ao aprovar licenças para chips avançados de IA destinados à China". Kessler defendeu a postura do governo e disse que é importante fazer cumprir restrições às empresas que já integram as listas de controle. E indicou que novas medidas regulatórias sobre inteligência artificial estão a caminho. O Departamento de Comércio adiou a inclusão da DeepSeek e de outras 100 empresas chinesas à lista de restrições, informou a Reuters em junho a partir de duas pessoas familiarizadas com o assunto. Segundo a agência, a medida faz parte dos esforços do governo Trump para evitar uma escalada das tensões com Pequim. Empresas americanas não podem exportar bens, software ou tecnologia para companhias incluídas nessa lista sem uma licença específica, cuja aprovação costuma ser negada.

  6. Representação artística do centro de dados de IA planejado pela Meta - o primeiro da empresa no Canadá, a ser construído em Sturgeon County, Alberta Meta/Divulgação Nova York se tornou nesta terça-feira (14) o primeiro estado americano a suspender a construção de novos grandes data centers, em meio a preocupações sobre o impacto dessas estruturas no consumo de energia, no uso de água e nas comunidades locais. A medida ocorre enquanto empresas de tecnologia aceleram a construção de data centers para atender à demanda gerada pelo avanço da inteligência artificial. Esses centros abrigam milhares de computadores usados para armazenar dados e processar informações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A suspensão, com validade de um ano, impede a aprovação de novas licenças ambientais para instalações com potência de 50 megawatts ou mais. Durante esse período, o governo de Nova York fará uma análise dos impactos ambientais e definirá novas regras para a instalação desses empreendimentos. Agora no g1 A pausa não afeta projetos que já tenham concluído todas as etapas de licenciamento. “À medida que o desenvolvimento de data centers ameaça aumentar as contas de energia, esgotar nossos recursos naturais e criar incertezas para os nova-iorquinos, é minha responsabilidade agir e liderar”, disse a governadora Kathy Hochul. Nova York tem atualmente mais de 130 data centers, segundo o Data Center Map. O número é menor do que o de estados como Virgínia, com mais de 600 unidades, e Texas, com cerca de 500. Empresas de tecnologia como Alphabet e Microsoft não comentaram a decisão. Meta, Amazon e Oracle não responderam aos pedidos de manifestação da Reuters. A operadora de data centers Digital Realty afirmou que a medida pode levar investimentos para outros estados. “Uma pausa de um ano não é a abordagem correta”, disse a empresa. O executivo-chefe da NTT Global Data Centers, Doug Adams, afirmou que o setor precisa explicar melhor os impactos dessas estruturas nas comunidades, como geração de empregos, investimentos e uso de recursos naturais. LEIA TAMBÉM: Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers Meta amplia projeto de data center para IA nos EUA e eleva investimento para mais de US$ 50 bilhões Pressão sobre energia e infraestrutura O crescimento dos data centers nos Estados Unidos tem gerado preocupação porque essas instalações consomem grandes volumes de eletricidade. Em algumas regiões, moradores e autoridades temem que a expansão aumente o valor das contas de luz e pressione a rede elétrica. A Assembleia Legislativa de Nova York já aprovou um projeto para criar regras mais rígidas para data centers com potência acima de 20 megawatts, o que alcançaria ainda mais empreendimentos do que a suspensão anunciada nesta terça-feira. A proposta ainda não foi enviada para a sanção da governadora de Nova York. Apenas um em cada três americanos apoia o ritmo atual de construção de data centers, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos. A maioria diz que seria contra a instalação de uma unidade em sua própria comunidade. Segundo dados do operador da rede elétrica de Nova York, havia em maio mais de 12 gigawatts em grandes pedidos de conexão à rede, incluindo data centers. Um gigawatt de energia é suficiente para abastecer cerca de 750 mil casas.

  7. Ações da Meta enfrentam péssimo momento na bolsa de NY Reuters Vinte e seis ex-funcionários da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, entraram com uma ação judicial contra a empresa, acusando a companhia de usar um sistema de inteligência artificial que teria prejudicado trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica durante um processo de demissões em massa. Segundo o processo, obtido pela Reuters, a ferramenta de inteligência artificial teria selecionado de forma desproporcional funcionários nessas condições para serem demitidos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A ação foi apresentada na segunda-feira (13) em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos. Os ex-funcionários afirmam que a Meta teria usado critérios como produtividade e uso de ferramentas de inteligência artificial para decidir quais trabalhadores seriam afetados pelos cortes. Segundo a acusação, esses critérios teriam prejudicado pessoas que precisaram faltar ao trabalho por causa de problemas de saúde. Os 26 ex-funcionários, que entraram com o processo de forma anônima, afirmam que a Meta violou leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, que tiram licença médica ou que estão grávidas. Os autores da ação vivem em seis estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, além do Distrito de Columbia. A Meta afirmou que as acusações não têm fundamento. “As decisões sobre gestão de funcionários e organização da empresa foram e continuam sendo tomadas por pessoas, não por inteligência artificial”, disse um porta-voz da companhia à Reuters esta terça-feira (14). Agora no g1 As acusações surgem após uma rodada de cortes realizada pela empresa em maio, quando a Meta começou a demitir cerca de 8 mil funcionários como parte de uma reestruturação para concentrar recursos no desenvolvimento de inteligência artificial. Segundo a Bloomberg, os desligamentos representaram cerca de 10% da força de trabalho da companhia, que tinha aproximadamente 78,9 mil funcionários no fim de 2025. As notificações começaram a ser enviadas primeiro a trabalhadores da Ásia e depois aos funcionários dos Estados Unidos. Ainda não havia confirmação sobre o impacto das demissões entre funcionários da Meta no Brasil. Antes dos cortes, a empresa já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para áreas ligadas à inteligência artificial. Segundo relatos de funcionários, as mudanças não eram opcionais e aumentaram a tensão interna. Em comunicado aos funcionários, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a decisão fazia parte dos esforços para tornar a empresa mais eficiente e compensar os altos investimentos na área de inteligência artificial. Corrida por inteligência artificial aumenta gastos da Meta A Meta tem ampliado os investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, incluindo compra de chips e construção de centros de dados. A companhia planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões), principalmente para ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias de IA. No fim de fevereiro, a empresa também anunciou um acordo com a fabricante de chips AMD para comprar milhões de processadores, em um contrato avaliado em pelo menos US$ 60 bilhões.

  8. Warren Buffett, CEO do Berkshire Hathaway. Rick Wilking/Reuters O investidor americano Warren Buffett anunciou nesta terça-feira (14) que deixou de fazer doações para a Fundação Bill & Melinda Gates, após a divulgação de informações sobre a relação do cofundador da Microsoft, Bill Gates, com o empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Buffett informou que vai doar cerca de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 30 bilhões) em ações da sua empresa, a Berkshire Hathaway, para quatro instituições de caridade administradas por seus filhos e sua filha. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Desde 2006, Buffett destinava parte de suas ações da Berkshire Hathaway à Fundação Gates. Ao longo desse período, a instituição recebeu mais de US$ 47 bilhões em ações da companhia. Na declaração divulgada nesta terça-feira, Buffett não citou diretamente a fundação de Gates, mas afirmou que suas ações restantes serão doadas às quatro fundações familiares até 31 de dezembro de 2034. Agora no g1 “É claro que a mortalidade é imprevisível, mas minhas ações restantes serão doadas às quatro fundações de uma forma ou de outra até essa data”, disse Buffett. A Fundação Gates não comentou imediatamente o anúncio. Gates diz que se arrepende de relação com Epstein Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates Departamento de Justiça dos EUA A reputação de Bill Gates foi prejudicada após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de documentos sobre Epstein em fevereiro. Os arquivos incluíam fotos de Gates ao lado do empresário e de mulheres cujos rostos estavam ocultados. E-mails também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da fundação. Em junho, Gates disse ao Congresso americano que “não compreendeu totalmente a extensão” dos crimes de Epstein quando manteve contato com o empresário, inclusive em reuniões sobre possíveis projetos de filantropia. Gates, de 70 anos, não foi acusado de nenhum crime. Ele afirmou diversas vezes que se arrepende de ter tido qualquer relação com Epstein, negou ter passado tempo com vítimas dos abusos sexuais cometidos por Epstein e disse que nunca presenciou nenhum comportamento criminoso do empresário. Doações para instituições de caridade da família Aos 95 anos, Buffett já doou mais da metade das ações que possuía da Berkshire Hathaway desde que iniciou o processo de transferência de sua fortuna, em 2006. Antes das novas doações, ele possuía cerca de 14% das ações da Berkshire e tinha uma fortuna estimada em US$ 147 bilhões, segundo a revista Forbes. Nesta doação, Buffett está destinando: 9 milhões de ações da Berkshire para a Fundação Susan Thompson Buffett; 1 milhão de ações para cada uma das seguintes instituições: Fundação Howard G. Buffett, Fundação Sherwood e Fundação NoVo. Ele afirmou que seu objetivo é que os valores das doações aumentem todos os anos e que os repasses para a Fundação Susan Thompson Buffett cresçam em um ritmo um pouco maior. Susie Buffett lidera a Fundação Susan Thompson Buffett, que financia projetos relacionados à saúde reprodutiva. A instituição recebeu o nome da mãe dela, primeira esposa de Warren Buffett. A Fundação Sherwood apoia organizações sem fins lucrativos de Nebraska e projetos de educação infantil. A Fundação Howard G. Buffett atua no combate à fome no mundo, no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na redução de conflitos. A Fundação NoVo desenvolve iniciativas voltadas para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade e comunidades indígenas.

  9. Por que ninguém responde seu currículo? Você envia currículo atrás de currículo. A resposta quase nunca chega. Quando chega, é automática, padronizada e fria: "não seguimos com sua candidatura". A sensação é de que centenas de empresas tenham chegado, ao mesmo tempo, à mesma conclusão sobre você. Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Stanford sugere uma explicação técnica para essa experiência, cada vez mais comum e já apontada pelo g1 em abril. Talvez você não esteja sendo rejeitado por várias empresas diferentes, mas, na prática, pelo mesmo sistema repetidas vezes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A pesquisa, intitulada "Algorithmic Monocultures in Hiring", é a mais abrangente já realizada sobre recrutamento mediado por inteligência artificial. Os pesquisadores analisaram uma base inédita de dados reais, com mais de 3,4 milhões de candidatos e cerca de 4 milhões de candidaturas avaliadas em 156 empresas de 11 setores da economia. O volume de dados já chama atenção, mas há um detalhe ainda mais relevante: todas essas candidaturas foram avaliadas por algoritmos desenvolvidos por um mesmo fornecedor de tecnologia. Isso permitiu observar um fenômeno que costuma passar despercebido por candidatos, empresas e até pesquisadores do mercado de trabalho. Quando muitas organizações utilizam sistemas semelhantes para selecionar profissionais, as decisões deixam de ser totalmente independentes. 🔎 Os autores chamam esse fenômeno de "monocultura algorítmica". O conceito foi emprestado da agricultura, em que grandes áreas são ocupadas por uma única espécie de cultivo. Embora esse modelo possa trazer ganhos de eficiência, também cria vulnerabilidades, já que qualquer problema tende a se espalhar rapidamente. Um estudo de Stanford sugere que candidatos podem estar sendo rejeitados repetidamente pela mesma lógica algorítmica, mesmo ao se inscreverem em empresas diferentes. Pexels Empresas diferentes decidem de forma parecida No mercado de recrutamento e seleção, o que está sendo padronizado não é a produção, mas os critérios usados para decidir quem avança ou não em um processo seletivo. Durante décadas, as decisões de contratação ficaram nas mãos de recrutadores, gestores e equipes com visões próprias. Mesmo diante de currículos semelhantes, era comum que chegassem a conclusões diferentes. Com a expansão dos sistemas automatizados, parte dessa diversidade tende a desaparecer. Empresas diferentes podem acabar utilizando modelos que analisam candidatos de forma muito parecida, reproduzindo os mesmos padrões em larga escala. Na prática, quem procura emprego pode se deparar com várias portas de entrada aparentemente independentes, mas abertas ou fechadas pela mesma lógica. 🔎 Essa possibilidade levou os pesquisadores a investigar um fenômeno chamado "rejeição sistêmica". O termo descreve situações em que um candidato se inscreve em várias vagas e é rejeitado em todas elas. Esse tipo de experiência sempre existiu, mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi a frequência com que isso ocorre quando os processos seletivos são influenciados pelos mesmos sistemas. Os dados mostram que cerca de 10% dos candidatos que se inscrevem em quatro vagas são rejeitados em todas elas. O padrão se mantém mesmo quando o número de candidaturas aumenta. Entre os candidatos que se inscrevem em 10 vagas, aproximadamente 4% acumulam 10 rejeições consecutivas. À primeira vista, os percentuais podem parecer modestos. Do ponto de vista estatístico, porém, eles revelam um padrão importante: as rejeições se acumulam com uma frequência maior do que a esperada em decisões independentes. Para verificar se esse comportamento poderia ser explicado apenas pelo acaso, os pesquisadores compararam os resultados com uma linha de base teórica e com evidências de estudos anteriores sobre processos de recrutamento sem centralização algorítmica. A conclusão foi clara: as rejeições sucessivas não são apenas fruto do azar ou da coincidência. Elas refletem uma lógica de avaliação que se repete entre diferentes empresas. Essa dinâmica ajuda a explicar outra característica cada vez mais comum nos processos seletivos. Na maioria dos casos, os algoritmos não tomam a decisão final de contratação. Eles atuam antes, como um filtro inicial que define quais candidatos avançam e quais são eliminados. Assim, muitos profissionais podem ser eliminados antes mesmo de um recrutador analisar seus currículos. Do ponto de vista do candidato, a experiência é silenciosa: não há entrevista, contato com a empresa nem, muitas vezes, uma explicação para a rejeição. Parte da frustração de quem busca emprego pode estar ligada justamente a essa etapa oculta do processo. O currículo é enviado, mas não chega a disputar a vaga de fato. A chamada "monocultura algorítmica" faz com que diferentes empregadores avaliem profissionais com critérios semelhantes, reduzindo a diversidade de decisões. Pexels Perfis semelhantes tendem a receber respostas semelhantes Os pesquisadores encontraram evidências de que candidatos com características semelhantes tendem a receber avaliações parecidas, mesmo quando se candidatam a empresas diferentes. 🔎 Quando um sistema considera um perfil pouco adequado, há uma chance significativa de que outros sistemas semelhantes cheguem à mesma conclusão. E vice-versa. O ponto central é que os modelos de IA compartilham critérios semelhantes de classificação. Com isso, uma avaliação inicial, que pode ser limitada ou imperfeita, ganha peso ao ser reproduzida em diferentes processos seletivos. Diante desse cenário, os pesquisadores testaram uma questão prática: enviar mais candidaturas ainda aumenta as chances de conseguir uma vaga? A resposta é sim. Mas esse ganho tende a ser menor quando as decisões se repetem. Nas simulações, um candidato precisaria se inscrever em cerca de 10 vagas para ter uma alta probabilidade de receber ao menos uma recomendação positiva em um cenário de decisões independentes. Quando os processos são influenciados por sistemas centralizados, esse número sobe para cerca de 25 candidaturas para atingir uma probabilidade de 99,9%. A concentração do mercado amplia os efeitos Os resultados do estudo não dizem respeito apenas aos algoritmos. Eles também levantam questionamentos sobre a estrutura do mercado de tecnologia aplicada ao recrutamento. Hoje, muitas empresas utilizam soluções desenvolvidas por um número relativamente pequeno de fornecedores. Alguns atendem organizações de diferentes setores e operam em grande escala. Essa concentração amplia os efeitos da monocultura algorítmica. Quando um único sistema influencia decisões em dezenas ou centenas de empresas, eventuais falhas deixam de ser casos isolados. O mesmo vale para limitações ou vieses incorporados aos modelos. Por isso, os pesquisadores defendem que a concentração tecnológica merece atenção não apenas do ponto de vista concorrencial, mas também pelos impactos sobre as oportunidades profissionais. Apesar da crescente influência da inteligência artificial nos processos seletivos, o setor ainda opera com pouca transparência, segundo os pesquisadores. Os próprios autores destacam que estudos independentes em larga escala são raros. A principal razão é que as plataformas raramente disponibilizam seus dados para análises externas. Isso cria obstáculos tanto para a fiscalização quanto para o avanço do conhecimento. Sem acesso às informações, torna-se mais difícil identificar falhas, medir vieses e entender como esses sistemas afetam diferentes grupos. O desafio é especialmente relevante porque essas decisões têm impacto direto sobre o acesso ao emprego, à renda e às oportunidades de carreira.

  10. Morre o ator britânico e neozelandês Sam Neill, aos 78 anos A morte de Sam Neill, nesta segunda-feira (13), voltou a inundar a internet com imagens e vídeos criados por inteligência artificial para retratar o ator após a morte. Conhecido por interpretar o paleontólogo Alan Grant na franquia "Jurassic Park", o ator foi "recriado" como um fantasma entre dinossauros ou chegando aos portões do parque em meio às nuvens. Imagem de IA cria o ator Sam Neill ao "chegar no céu" com o portão do Jurassic Park Reprodução/ X O mesmo aconteceu em maio, após a morte do fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos. Entre os vídeos criados por IA, um mostra sua "chegada ao céu" em uma "academia nas nuvens". As "homenagens" reacenderam o debate sobre a manipulação da imagem de pessoas mortas e os limites do uso da IA. O fenômeno tem um nome: "necromancia digital". IA cria academia no céu em homenagem da morte de Gabriel Ganley Reprodução/ Internet 🔎 A "necromancia" é popularmente conhecida como a prática de se comunicar com os mortos ou invocar seus espíritos. A versão digital descreve o ato de manipular vozes, imagens e traços de personalidade de pessoas falecidas para gerar conteúdos produzidos com IA. A tendência é cercada de controvérsias, pois o conteúdo feito por IA pode transformar o luto em um produto e criar "fantoches digitais" de pessoas que não podem mais se defender. É o que explica Elaine Kasket, professora de psicologia da Universidade de Bath, no Reino Unido, e autora do livro "All the Ghosts in the Machine: The Digital Afterlife of Your Personal Data" ("Todos os fantasmas na máquina: a vida após a morte digital dos seus dados pessoais", em tradução livre). Não é de hoje A grande novidade é que a criação dos avatares deixou de depender de pessoas com conhecimento técnico avançado. Hoje em dia, a criação dos chamados "grief bots", ou "robôs de luto", tornou-se mais comum com a popularização das ferramentas de IA. Plataformas como ChatGPT e Claude, por exemplo, podem ser usadas para transformar os "restos digitais" — mensagens, áudios e vídeos de uma pessoa falecida — em avatares. Esse uso indiscriminado de ferramentas para "reviver" personalidades também pode distorcer a memória dessas pessoas. Essa é a reclamação de Flávia Christina, filha de Pelé. Recentemente, ela criticou vídeos desse tipo e afirmou ficar desconfortável com imagens do pai: "não são atitudes normais dele". O assunto talvez chamasse menos atenção quando era usado com mais parcimônia ou quando não havia alternativa. Em Hollywood, dublês e computação gráfica foram usados para concluir as cenas do ator Paul Walker em Velozes e Furiosos 7, lançado em 2015. No ano seguinte, a franquia Star Wars também recriou digitalmente o ator Peter Cushing em Rogue One: Uma História Star Wars. Maria Rita e Elis Regina cantam "Como Nossos Pais" em publicidade Divulgação/Volkswagen No Brasil, o caso de maior repercussão ocorreu em 2023, quando a Volkswagen usou IA para criar um dueto entre a cantora Elis Regina, morta há 44 anos, e sua filha, Maria Rita. A montadora utilizou tecnologia de deepfake para recriar Elis na campanha. Na internet, as reações se dividiram, e órgãos reguladores passaram a analisar o caso. O Conar chegou a abrir uma investigação para apurar se a campanha violava o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Além disso, um projeto do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) propunha estabelecer diretrizes para o uso de imagens e áudios de pessoas falecidas por meio de IA. Ambos acabaram arquivados. Segundo Kasket, a regulamentação não avança com rapidez suficiente para reduzir os riscos do uso inadequado da IA após a morte, e figuras influentes podem se tornar alvo de interesses políticos ou comerciais. “Qualquer pessoa pode usar restos digitais para manipular os mortos como fantoches”, afirma a professora. Ela observa ainda que alguns governos são fortemente influenciados por empresas de tecnologia, o que pode ainda comprometer a proteção da privacidade dos cidadãos. Como solução, a especialista defende a criação de um modelo de direitos da personalidade que se estenda além da morte física e limite legalmente o uso de restos digitais para replicação ou personificação. Pessoalmente, Kasket já tomou precauções: "Coloquei uma cláusula de 'não me transforme em bot' no meu testamento, embora isso ainda não seja legalmente aplicável no Reino Unido". Mercado do luto Além da vulnerabilidade de quem morreu, especialistas também apontam a exploração dos familiares. No setor conhecido como "grief tech", ou "tecnologia do luto", empresas passaram a criar versões virtuais de pessoas falecidas para que amigos e parentes possam interagir com esses clones digitais. Essa prática também ganhou espaço entre pessoas comuns com a popularização dos "grief bots", ou "robôs do luto". Como qualquer pessoa pode criar clones digitais, também pode oferecer esse tipo de serviço a famílias enlutadas. Foi nesse contexto que surgiram casos polêmicos. No ano passado, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN nos Estados Unidos, entrevistou um avatar criado por inteligência artificial de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. “A família de Jennifer Ann Crecente pouco pôde fazer quando alguém utilizou o Character.AI para representar a jovem assassinada. Chegou-se a comentar que um autor que cria um personagem fictício tem mais controle sobre a forma como outras pessoas representam esse personagem do que os familiares de uma pessoa falecida têm sobre a imagem de seu ente querido”, disse Elaine Kasket. A professora ressalta que o luto é uma experiência individual. Por isso, é impossível prever o efeito que uma inovação tecnológica terá sobre quem enfrenta uma perda. “O que uma pessoa experimenta como algo bem-vindo ou útil pode ser inútil ou até traumático para outra”, afirma. A maior preocupação, segundo a especialista, é a tentativa da indústria de tecnologia de tratar o luto como um "problema" que precisa ser resolvido. Para ela, o luto não é uma patologia, mas uma parte fundamental da experiência humana. "A ideia de 'resolver' experiências humanas como o luto mostra a extensão em que ele está sendo plataformizado", explica, acrescentando que usar robôs para isso pode ser prejudicial ao processo natural de perda.

  11. Emoji de cara distorcida Reprodução O emoji da "cara distorcida" é o mais popular entre os símbolos liberados na atualização mais recente, de setembro de 2025. O levantamento foi feito pelo Emojipedia, site que reúne informações sobre os ícones usados em plataformas como redes sociais e aplicativos de mensagens. Ele é seguido pelos emojis da baleia orca e de nuvem de briga, também de 2025. O levantamento leva em conta o número de vezes que eles foram copiados por usuários nos sites Emojipedia e GetEmoji, que servem de referência para buscar símbolos e usá-los em outros locais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O emoji de cara distorcida foi consultado mais de 336 mil vezes, valor expressivo para símbolo liberado há relativamente pouco tempo. Mas ícones populares têm números muito maiores: o coração vermelho (❤️) é o mais famoso e foi usado 8 milhões de vezes nos sites, enquanto o de risada (😂) foi usado em mais de 3,8 milhões de vezes. Agora no g1 O novo emoji é descrito como "um rosto sorridente com olhos grandes e esbugalhados olhando para cima, como se estivesse distorcido ou deformado". Segundo o Emojipedia, ele costuma ser usado para representar "choque, espanto ou angústia, como um recurso visual comum em animes e mangás", mas também pode servir para representar literalmente um rosto inflado ou esmagado. A aparência costuma ter pequenas variações de acordo com o aplicativo, mas o símbolo já está disponível nos serviços mais populares. Emojis mais populares entre os ícones liberados na última atualização, em 2025 Reprodução/Emojipedia

  12. Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade Os investidores da SpaceX estão oscilando entre dois sentimentos distintos um mês depois que a empresa abriu seu capital na bolsa de valores nos EUA: euforia e preocupação. Quando as ações da empresa, cofundada e liderada por Elon Musk, ficaram disponíveis para compra por pessoas físicas no mercado de ações em 12 de junho, houve um frenesi entre os investidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora a empresa tivesse decidido precificar suas ações em US$ 135 cada, o preço subiu imediatamente para US$ 150 no primeiro dia, chegando a US$ 176, antes de fechar em US$ 160,95. Isso consolidou a SpaceX como a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de todos os tempos. Na semana seguinte, suas ações subiram ainda mais, atingindo uma alta intradiária (cotação máxima num dia) de US$ 225, ultrapassando a Amazon e a Microsoft em valor de mercado total. "No caso de Elon Musk, qualquer empresa na qual ele esteja envolvido gera entusiasmo", disse Keith Snyder, analista da empresa de pesquisa de investimentos CFRA. "Mas esta também foi a primeira vez que as pessoas sentiram que podiam investir em algo que estava sendo comercializado como um negócio ligado à inteligência artificial (IA)." Willy Lee, investidor da Neosteller, empresa que facilita a aplicação de capital por investidores individuais em empresas privadas, concorda que o entusiasmo em torno do IPO estava muito ligado à IA. "Todos viam a SpaceX como um caso de inteligência artificial", disse ele. No início deste ano, a SpaceX adquiriu a xAI, startup de IA de Musk, recentemente rebatizada como SpaceXAI e mais conhecida pelo polêmico chatbot Grok. Além disso, a empresa começou a alugar capacidade de data center para outras companhias de tecnologia. Mas seu principal negócio é a fabricação e o lançamento de foguetes e satélites de telecomunicações chamados de Starlink. Quando a Starlink anunciou que estava reduzindo os preços na região de Memphis, no Estado americano do Tennessee, em meio a preocupações locais com um enorme projeto de data center, as ações da SpaceX caíram 8% no mesmo dia. À medida que foi se descobrindo como a SpaceX gera sua receita, as ações da empresa começaram a cair. Em meio a algumas semanas turbulentas para as ações de empresas de tecnologia, a SpaceX sofreu um impacto especialmente forte. Quando foi adicionada ao índice da bolsa Nasdaq100 em 7 de julho, por exemplo, as ações da SpaceX caíram 4,4% (contra uma queda geral de 1,7% do índice). Uma inclusão anterior no índice FTSE Russell havia dado um leve impulso às ações. A SpaceX não respondeu a um pedido de comentário da BBC. Ao final do primeiro mês de negociação, as ações da SpaceX estavam sendo negociadas a cerca de US$ 145 cada, aproximadamente 18% a menos que a máxima do primeiro dia de negociação e 35% abaixo do pico atingido. Elon Musk BBC News Leia também: SpaceXAI lança sua IA mais poderosa e promete mais economia para usuários 'Definitivamente afundando' Essa queda no preço significa que os investidores de varejo que compraram ações da SpaceX durante os primeiros cinco dias de negociação podem sofrer uma perda em seu investimento. "Se você comprou logo no primeiro lote, com certeza está no prejuízo", disse Snyder. "Começou a parecer muito com uma meme stock (ou ação de meme)'", completou o especialista, se referindo aos papéis negociados em bolsa que viralizam na internet, impulsionados por campanhas nas redes sociais em vez de fundamentos financeiros. Snyder cita como exemplos as ações da loja de jogos GameStop e da rede de lanchonetes Wendy's, onde investidores de varejo impulsionaram o preço das ações apenas por meio de memes de internet. Ele prevê que as ações da SpaceX cairão ainda mais, para cerca de US$ 115, com base no desempenho da empresa. Isso avaliaria a empresa em cerca de US$ 1,5 trilhão. Samuel Kerr, analista de mercados da Mergermarket, observa que as oscilações no preço das ações até o momento têm impactos distintos em diferentes investidores. "Se você é um investidor de IPO, está tudo bem", disse Kerr, referindo-se a grupos de investidores que conseguiram comprar ações da SpaceX ao preço de listagem proposto pela empresa, de US$ 135, ou que tinham participação acionária na empresa antes da negociação em bolsa. "Mas se você comprou nos primeiros dias, provavelmente não está muito feliz agora." Já Musk vem demonstrando entusiasmo pelas perspectivas de negócios da SpaceX. Após a abertura de capital da empresa, que o tornou o primeiro trilionário do mundo, Musk afirmou que a SpaceX faturaria US$ 1 trilhão por ano até 2030. Ele também demonstrou estar disposto a usar as ações da SpaceX, e sua volatilidade, como moeda. Quando o preço das ações disparou em 16 de junho, a SpaceX anunciou a aquisição da Cursor, uma startup que criou um robô de IA para escrever código de computador, em um negócio avaliado em US$ 60 bilhões. Ao fazer isso, Musk essencialmente comprou a Cursor de graça, dado o quanto as ações da SpaceX haviam se valorizado naquele exato momento. "Isso demonstrou um nível de sofisticação de mercado que quase nenhum outro emissor [de ações] possui", disse Kerr sobre a aquisição da Cursor. As ações da SpaceX caíram desde então. Atenção aos lucros O Morgan Stanley, que foi um dos principais bancos a operar o IPO da SpaceX, parece acreditar que a queda será apenas temporária. Na semana passada, a empresa estabeleceu um preço-alvo de US$ 300 para as ações, um aumento de 33% em relação ao seu preço máximo de negociação até o momento. Atualmente, a SpaceX opera com prejuízo e, no ano passado, obteve uma receita de US$ 18 bilhões, de acordo com as demonstrações financeiras exigidas para sua abertura de capital. A receita projetada por Musk, de US$ 1 trilhão, é aproximadamente 55 vezes maior. Neste momento, cresce a expectativa em torno do primeiro balanço público de resultados da empresa. A SpaceX ainda não anunciou uma data para isso, mas analistas financeiros esperam que aconteça no início de agosto. Os resultados da empresa provavelmente coincidirão com o fim do chamado período de "bloqueio", quando os funcionários da SpaceX que estavam proibidos de vender as ações da empresa recebidas como parte de sua remuneração poderão transferi-las para o mercado aberto. Mais ações à venda, além de uma explicação potencialmente mais detalhada sobre os negócios da SpaceX e seu crescimento futuro, podem gerar oscilações ainda mais drásticas no preço. "Se a SpaceX conseguir fazer tudo o que diz que fará, sim, os investidores estarão diante da empresa mais valiosa de todos os tempos", disse Kerr. "Mas ainda há muito trabalho a fazer para chegar lá." Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). Leia também: Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória Ministério decide notificar Apple e Google por oferta irregular de aplicativos de apostas Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes

  13. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Ann Wang As remessas globais de smartphones caíram 11% no segundo trimestre, para o menor nível desde 2013, devido à prolongada escassez de chips de memória, que elevou os preços dos aparelhos e reduziu a demanda, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Apple contrariou a tendência com um aumento de 3% nas remessas, elevando sua participação no mercado global para um recorde de 20% no trimestre, devido à demanda resiliente por sua linha premium de iPhones e à manutenção dos preços. No entanto, analistas preveem aumentos de preços nos próximos meses. A Samsung recuperou a liderança com uma participação de 24%, beneficiando-se das fortes vendas de sua linha principal Galaxy S26, melhor disponibilidade de produtos e menos aumentos de preços em mercados como a Índia e o Oriente Médio. Agora no g1 A Xiaomi, a Oppo e a Vivo, porém, registraram as maiores quedas nas remessas entre os cinco maiores fabricantes de smartphones, refletindo sua maior exposição a dispositivos de entrada e intermediários. A Counterpoint manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones este ano e afirmou que a escassez de memória provavelmente persistirá até 2027. Os preços da memória continuaram a subir, uma vez que os fornecedores priorizaram os clientes de data centers com foco em IA em detrimento dos eletrônicos de consumo, forçando os fabricantes a repassar os custos mais altos dos componentes aos consumidores por meio de aumentos de preços, principalmente para dispositivos de entrada e intermediários.

  14. O Ministério da Justiça (MJ) decidiu notificar a Apple e o Google por manterem em suas lojas virtuais aplicativos de apostas em desacordo com a legislação brasileira. A medida, contudo, não representa punição contra as duas empresas. Segundo ofícios aos quais a TV Globo teve acesso — assinados pelo secretário nacional de Direitos Digitais do ministério, Victor Oliveira Fernandes, e pelo secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita — nessas lojas estão disponíveis aplicativos de apostas sem autorização para operar e que não possuem mecanismo de verificação etária. ➡️No Brasil, sites e aplicativos de apostas precisam de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda para operarem. Além disso, a legislação proíbe o acesso de menores de 18 anos às chamadas “bets”. E para evitar esse acesso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) Digital estabelece que os aplicativos de apostas devem dispor de mecanismo de verificação etária (leia mais abaixo). Agora no g1 🔎O ECA Digital é a lei que atualiza a proteção de crianças e adolescentes na internet. Em vigor desde março de 2026, a norma estabelece regras para redes sociais, jogos, aplicativos e outras plataformas digitais, com o objetivo de aumentar a segurança online de menores de idade. Apple e Google Reuters/Mike Segar/Andrew Kelly Primeira notificação Os ofícios mostram que o Ministério da Justiça notificou Apple e Google pela primeira vez em abril passado. Esses mesmos documentos apontam que a medida foi tomada após monitoramento de rotina feito por técnico da pasta. Os profissionais identificaram, nessas lojas, a presença de “inúmeros aplicativos que promoveriam, ofertariam ou viabilizariam o acesso a apostas de quota fixa e a outras modalidades lotéricas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), os quais permaneceriam disponíveis para download e instalação sem controle etário efetivo.” Naqueles ofícios, o ministério ainda pediu informações sobre a política das duas empresas para os aplicativos de apostas, além dos mecanismos de triagem usados por elas para identificar se esses aplicativos cumpriam a legislação. Já os novos ofícios apontam que o ministério realizou, no dia 29 de junho, novo levantamento nas lojas virtuais e constatou que ambas continuavam oferecendo acesso a aplicativos em desacordo com a lei. Esses novos ofícios pedem informações adicionais a Apple e Google, como sobre os mecanismos adotados por elas para assegurar que menores de 18 anos não tenham acesso a conteúdo inadequado. Questionado, a empresa Google afirmou que não comenta notificações sobre casos legais em andamento. "Sobre a plataforma, o Google Play possui políticas claras para a oferta de aplicativos de jogos de azar com dinheiro real, jogos e concursos. Todos os desenvolvedores na plataforma estão sujeitos às políticas da loja e, caso seja identificada qualquer violação a essas diretrizes, os aplicativos estão sujeitos a medidas corretivas, o que inclui a remoção ou a suspensão do app e até mesmo o encerramento da conta do desenvolvedor", acrescentou, em nota. Já a Apple não respondeu aos contatos até a última atualização desta reportagem.

  15. Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino A Meta anunciou nesta segunda-feira (13), que seu data center em Richland Parish, no Estado norte-americano de Louisiana, será expandido para 5 gigawatts de capacidade computacional, com o investimento no projeto aumentando para mais de US$50 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O centro de dados planejado, conhecido como Hyperion, tinha previsão inicial de fornecer mais de 2 gigawatts de capacidade computacional para suportar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia por trás de ferramentas como o ChatGPT. O anúncio surge num momento em que grupos ambientalistas e de defesa do consumidor pressionam cada vez mais contra a expansão intensiva em energia. O pedido do grupo ambientalista norte-americano Earthjustice para investigar o financiamento do projeto do data center da Meta na Louisiana foi negado no início deste ano.  Agora no g1 A Earthjustice afirmou que o acordo de financiamento poderia, em última análise, transferir injustamente os custos do projeto para os clientes da concessionária, caso a Meta abandone o projeto antes que a concessionária recupere seu investimento. No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o projeto do data center da empresa custaria US$50 bilhões. Desde o início das obras em dezembro de 2024, empresas locais da Louisiana receberam mais de US$1,6 bilhão em contratos da Meta, segundo a empresa. Com essa expansão, a empresa afirmou que planeja investir mais de US$1 bilhão em melhorias na infraestrutura local, incluindo estradas, sistemas de água e esgoto. A Meta, assim como suas concorrentes do setor de tecnologia, tem investido bilhões de dólares em data centers de inteligência artificial e poder computacional, visto que a demanda continua superando a oferta. A empresa prometeu investir US$600 bilhões em infraestrutura e empregos nos EUA nos próximos três anos, enquanto constrói enormes data centers para impulsionar as apostas agressivas do presidente-executivo, Mark Zuckerberg, em tecnologias de agentes de IA.


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O Blog do Anísio Alcântara foi publicado no dia 25 de Março de 2012