Fortaleza, Terça-feira, 18 Junho 2024

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Confira notícias sobre inovações tecnológicas e internet, além de dicas sobre segurança e como usar melhor seu celular

  1. Nas últimas semanas, várias contas que divulgam o game, também conhecido como 'Fortune Tiger', inundaram o Instagram e têm incomodado usuários. Perfis suspeito no Instagram que promovem o jogo do tigrinho Reprodução/Instagram Apesar de terem ganhado notoriedade na internet, principalmente após a divulgação de alguns influenciadores digitais, os jogos de azar on-line acumulam diversos relatos de pessoas que sofreram perdas financeiras. Um dos mais famosos é o jogo "Fortune Tiger", também conhecido como "jogo do tigrinho". Mais recentemente, muitas contas que promovem esse game inundaram o Instagram e têm incomodado várias pessoas. O game de cassino on-line, do tipo caça-níquel, promete ganhos em dinheiro. Por ir contra a Lei de Contravenções Penais - que considera crime os jogos de azar em que o ganho ou a perda dependem da sorte - o jogo é considerado ilegal (entenda mais abaixo). Em dezembro de 2023, o número de prejudicados e os ganhos obtidos por influenciadores levaram a Polícia Civil do Maranhão a realizar uma operação que investiga um esquema criminoso em torno do jogo "Fortune Tiger", também conhecido como "jogo do tigrinho". Mas, afinal, o que é o 'jogo do tigrinho'? Fortune Tiger é um cassino online ilegal no Brasil, mas que ficou famoso através de influencers Reprodução O "jogo do tigrinho" é um cassino on-line famoso que promete ganhos fabulosos. Na prática, o objetivo dele é que o jogador faça uma combinação de três figuras iguais nas três fileiras que aparecem na tela. Como o jogo não é desenvolvido pelas casas de apostas, ele pode aparecer em mais de um site, geralmente dentro de categorias como "cassino on-line", o que é proibido no Brasil. No Brasil, o "Fortune Tiger" ficou famoso principalmente devido à extensa campanha que incluiu muitos influenciadores digitais e jogadores que compartilham suas táticas para se dar bem. Perfis no Instagram Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Nas últimas semanas, usuários têm reclamado do surgimento de perfis no Instagram voltados somente para divulgar o "jogo do tigrinho". Vários deles relatam que foram seguidos ou marcados em fotos por essas contas suspeitas. Os perfis que promovem o jogo seguem um padrão: eles costumam ter nomes de usuário complexos, que envolvem códigos, e fotos de perfil com o desenho de um tigre. As contas geralmente seguem milhares de pessoas e têm poucos seguidores. Contas identificadas pelo g1 afirmam que oferecem bônus em dinheiro e que milhares de pessoas já ganharam com o jogo, mas têm perfis privados ou sem nenhuma publicação. Elas também divulgam nomes de usuário de outros perfis que promovem o jogo. Procurada pelo g1, a Meta, dona do Instagram, disse inicialmente que não comentaria os casos, mas, depois, afirmou que trabalha para limitar o spam em suas plataformas e que proíbe conteúdos que possam enganar usuários. A empresa também recomendou denunciar perfis que possam violar suas políticas. Outros jogos O "jogo do tigrinho" não é o único que recebe reclamações de pessoas que ficaram no prejuízo. Na internet, é possível encontrar outros games que sugerem trazer grande retorno, mas, depois, frustram usuários. Conheça alguns jogos abaixo e, em seguida, veja as reclamações de jogadores. Spaceman/Aviator/JetX (jogos crash): os jogos mostram uma espécie de gráfico com a alta do item do jogo (astronauta ou avião, por exemplo), o que representa o multiplicador da aposta. A ideia é retirar o dinheiro antes do "crash", ou seja, o momento em que o jogo acaba e o usuário perde tudo; Mines: em um tabuleiro com 25 casas, o objetivo é descobrir onde estão as estrelas e fugir das bombas (ou minas). O jogador escolhe quanto vai apostar e qual será o nível de dificuldade em cada rodada. As queixas encontradas no site Reclame Aqui costumam envolver o funcionamento incorreto do serviço. É o caso de uma jogadora de Camaçari (BA), que afirmou ter sido induzida a colocar mais créditos no Fortune OX em uma "fase extra", em que o jogo garante um prêmio aos usuários. O jogo Mines também foi alvo de uma reclamação de um jogador de Campinas (SP). Ele disse ter configurado o jogo para ter apenas 4 bombas em 25 espaços disponíveis e, mesmo assim, perdeu o jogo em 10 rodadas seguidas. "Parece que é programado para perder", afirmou. LEIA TAMBÉM: Assista ainda: ‘Perdi meu salário todo em 15 minutos’, revela mulher vítima do 'Jogo do Tigre’ Influenciadores do 'Jogo do Tigre' movimentaram R$ 12 milhões em 6 meses; grupo é alvo de investigação Influenciadores enganam seguidores com promessa de fortuna fácil

  2. Lei sancionada em abril de 2021 tipificou prática no Código Penal, que pode acontecer no mundo físico ou virtual e é mais comum contra mulheres. Entenda o que é, quais são penas e veja como denunciar. 'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime Perseguir uma pessoa on-line ou no mundo físico pode dar cadeia. Em abril de 2021, foi sancionada uma lei que incluiu no Código Penal o crime de perseguição, conhecido também como "stalking" (em inglês). A pena para quem for condenado é de 6 meses a 2 anos de prisão, mas pode chegar a 3 anos com agravantes, como crimes contra mulheres (entenda mais abaixo). Neste fim de semana, a atriz Débora Falabella revelou que convive há mais de 10 anos com uma história de perseguição. Tudo começou em 2013, quando uma ainda fã entrou no mesmo elevador que a artista e pediu uma foto. Depois disso, o caso tomou um caminho um tanto quanto inconveniente. Nos dias que seguiram, a mulher, hoje com 40 anos, enviou diversos presentes ao camarim da atriz, como uma toalha branca, objetos e uma carta com teor íntimo e invasivo. Em 2015, a artista chegou a registrar o caso em uma delegacia pelo delito de ameaça, mas não continuou com o processo. Veja, a seguir, o que diz a lei sobre o crime de stalking e o que dizem especialistas no assunto. Veja como e quando denunciar o 'stalking', crime de perseguição Daniel Ivanaskas/G1 O que caracteriza o crime de 'stalking' na internet? O termo "stalkear" muitas vezes parece banal, utilizado para se referir a prática de bisbilhotar os posts de pessoas. A curiosidade, por si só, não configura nenhum tipo crime. O delito ocorre quando isso passa a influenciar na vida de quem é acompanhado. "O que caracteriza o crime é quando há uma ameaça à integridade física ou psicológica da pessoa, restringindo uma capacidade de se locomover ou perturbando a liberdade ou a privacidade do alvo", explicou Nayara Caetano Borlina Duque, delegada da DCCIBER (Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo), em entrevista ao g1, em 2021. A lei diz que a perseguição deve ser reiterada, ou seja, acontecer diversas vezes. Na prática, o crime de "stalking" digital se dá quando a tentativa de contatos é exagerada: o autor passa a ligar repetidas vezes, envia inúmeras mensagens, faz inúmeros comentários nas redes sociais e cria perfis falsos para driblar eventuais bloqueios. Criminoso costuma criar perfis falsos e fazer diversas tentativas de contato Daniel Ivanaskas/Arte G1 Crime vai além da espionagem "Temos notícias também de malwares (programas espiões) que são encaminhados e infectam dispositivos móveis ou o computador da vítima. E, a partir dali, é possível o infrator ter um histórico de localização, chamadas, agenda de contato, quais as fotos e vídeos que fez", disse a delegada da Divisão de Crimes Cibernéticos. Muitas vezes, a instalação desse tipo de software, também chamado de "stalkerware", acontece por meio de um acesso físico ao aparelho celular – ou seja, alguma pessoa da convivência da vítima pega o aparelho e baixa o programa. Apesar disso, há casos em que os apps vêm "disfarçados" e as vítimas podem ser levadas a instalá-los em seus dispositivos sem perceber. LEIA MAIS: Como descobrir se você está sendo espionado pelo celular ENTENDA: como funciona um programa espião É possível um celular ser espionado sem nenhum aplicativo? 'Stalking' (perseguição, em inglês) agora é crime no Brasil Daniel Ivanaskas/Arte G1 Mas a prática de instalar um programa como esse no celular de alguém não é o suficiente para caracterizar o crime de "stalking". "O crime exige a perseguição somada com ameaça de integridade física, psicológica, perturbação da privacidade, da liberdade, restringindo a capacidade de locomoção. A vítima tem que sentir que houve violação de alguma dessas características", explicou Nayara. "A vítima fica com tanto medo do perseguidor que deixa de frequentar os ambientes que ela costuma ir, não vai na academia, não vai ao trabalho, não sai mais desacompanhada", explicou em 2021 Jacqueline Valadares da Silva, então titular da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher em São Paulo e hoje presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp). Vítimas sentem medo de seguir a rotina por causa da perseguição Daniel Ivanaskas/Arte G1 On-line e off-line Segundo as autoridades ouvidas pelo g1, é comum que a perseguição ocorra no mundo virtual e no mundo físico ao mesmo tempo: as tentativas de contato geralmente começam pela internet; com o tempo, o autor passa a tentar encontrar com a vítima pessoalmente; é comum tentar constrangê-la ao aparecer na porta de casa ou do trabalho. Quando e como denunciar? Quando uma pessoa se sentir perseguida a ponto de ter que alterar a sua rotina por medo do "stalker", é hora de procurar a polícia, dizem os especialistas. "É tentar fazer esse exercício: entender qual o momento que isso se torna incômodo. Quando a tentativa de contato fica abusiva demais e você não pode usar o seu telefone", disse Bruna Santos, coordenadora da ONG Data Privacy Brasil. A pessoa que sofre esse tipo de perseguição deve procurar a delegacia mais próxima ou a delegacia eletrônica para fazer o registro do boletim de ocorrência. Não é preciso conhecer o "stalker" para fazer a denúncia. Em muitos casos on-line, os perseguidores utilizam perfis falsos para enviar mensagens – e a polícia pode pedir para as empresas de mídias sociais compartilharem informações sobre o dono daquela conta. Para que a polícia possa dar prosseguimento à investigação, a vítima precisa fazer uma representação, que é dizer às autoridades que deseja que o agressor seja processado. "Por ser um crime que afeta diretamente a vida privada da vítima, a esfera de privacidade dela, a lei trouxe esse requisito. Isso pode ser feito num prazo de 6 meses a partir do momento que a gente sabe quem é o autor daquele crime", explicou a delegada Jacqueline Valadares da Silva. "Caso contrário, a polícia não pode instaurar inquérito, não vai poder haver um processo criminal contra esse agressor", concluiu. É preciso juntar provas? Não é preciso apresentar provas na hora do registro da ocorrência, mas a recomendação é reunir evidências da perseguição. "Se vir que apareceu no celular que está havendo um acesso externo, tentar tirar uma captura de tela, por exemplo", disse Bruna Santos, coordenadora da Data Privacy Brasil. "O simples print não garante a autenticidade e a veracidade da prova. O STJ considerou essa questão da prova que pode ser modificada, adulterada", advertiu a professora de direito penal da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Campinas, Christiany Pegorari Conte. A advogada explicou que as vítimas de crimes na internet podem realizar a captura de tela, mas o ideal é buscar meios que ajudem a comprovar a autenticidade das informações. Uma das possibilidades é registrar uma ata notarial, método em que um cartório pode reconhecer que um conteúdo realmente estava em um app ou página da internet em uma determinada data. No entanto, esta opção não garante que não houve adulteração na conversa. Outra possibilidade é buscar empresas que prestam serviços de registro de provas digitais. Esse método oferece mais garantias de que uma informação não foi adulterada. Bruna Santos, da Data Privacy Brasil, disse que um advogado pode ajudar nesses casos. Ela destacou que há alternativas gratuitas como a Rede Feminista de Juristas e a Defensoria Pública para buscar orientação jurídica. 'Stalking' contra mulher A delegada da Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo explicou que o agravante relacionado ao crime "contra mulher por razões da condição do sexo feminino" traz duas hipóteses: Quando o crime for praticado no contexto da violência doméstica e familiar, o que remete à Lei Maria da Penha. Nesses casos, o agressor possui uma relação íntima de afeto, uma relação familiar ou uma relação doméstica com a vítima. Quando a conduta for praticada por menosprezo ou discriminação pela condição da mulher, o que inclui agressores que nunca tenham tido contato com a vítima. Mesmo antes de o "stalking" virar crime no Brasil, a ONG Safernet já vinha mapeando vítimas e ofereceu um canal de ajuda. De 2015 e 2020, foram 87 casos de vítimas de "ciberstalking" que buscaram ajuda da SaferNet. A ONG diz que as mulheres eram maioria nos atendimentos (75,9%). Segundo as delegadas ouvidas pelo g1, é mais comum que o crime seja cometido por parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Mulheres são maioria das vítimas de perseguição Daniel Ivanaskas/Arte G1 'Me ligava 50 vezes por dia', diz vítima de stalking; veja como se proteger e denunciar
  3. O lançamento do novo livro do psicólogo social Jonathan Haidt ('The Anxious Generation', ou 'A Geração Ansiosa', em tradução livre) mobilizou famílias de diversos lugares do mundo contra o uso excessivo de celulares. Começam, assim, a ganhar corpo organizações que unem pais e mães para proibir coletivamente o acesso dos filhos a esses dispositivos - é o caso do Movimento Desconecta. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. 🔔 O g1 agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar O lançamento do novo livro do psicólogo social Jonathan Haidt ( "The Anxious Generation", ou "A Geração Ansiosa", em tradução livre) mobilizou famílias de diversos lugares do mundo contra o uso de celulares. Ao constatar que a exposição excessiva de telas e redes sociais para crianças e adolescentes resulta em queda no desempenho escolar, problemas na socialização, falhas no desenvolvimento cognitivo e riscos severos à saúde mental, Haidt recomenda que os celulares devem ser dados só a partir dos 14 anos. Começam, assim, a ganhar corpo organizações que unem pais e mães para proibir coletivamente o acesso dos filhos a esses dispositivos — é o caso do Movimento Desconecta, descrito neste episódio por uma de suas fundadoras, Camila Bruzzi. O escritor e roteirista Antonio Prata (pai da Olivia, 10, e Daniel, 9 anos) analisa as motivações e as consequências da permissividade exagerada com o uso dos eletrônicos. Natuza Nery também entrevista Lucia Dellagnelo, doutora em educação pela Universidade de Harvard e consultora de políticas de educação digital do Banco Mundial, sobre o uso da tecnologia nas escolas. Escolas devem banir celular para crianças? 'Pior coisa é dar aos filhos tudo o que querem' O que você precisa saber: ‘Geração ansiosa’: transtornos mentais em crianças que vivem grudadas no celular aumentam no mundo todo Brasil e outros países discutem restrições de celulares em escolas diante dos impactos na aprendizagem infantil Especialistas alertam sobre o uso excessivo de telas entre crianças e adolescentes O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Carol Lorencetti, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva e Thiago Kaczuroski. Apresentação: Natuza Nery. VEJA CORTES DO PODCAST O ASSUNTO EM VÍDEO A semana tenebrosa para Fernando Haddad O caminho do meio para o ajuste fiscal

  4. Mais de 2 milhões de pessoas se cadastraram na ferramenta do governo federal para inibir crimes, mas há apenas 1,6 milhão de aparelhos registrados. Celular Seguro já emitiu quase 56 mil alertas de bloqueio O Celular Seguro, serviço criado pelo governo federal com o objetivo de inibir roubos de smartphones, completa seis meses nesta segunda-feira (18). A ferramenta serve para pedir bloqueios de aparelhos e contas bancárias após ocorrências. E, desde seu lançamento, registrou 56.403 ocorrências, sendo 43.838 relacionadas a roubos e furtos de aparelhos. As demais são ligadas a perdas ou outras ocorrências, que não são especificadas na plataforma. No período, 2.068.146 usuários se cadastraram, mas apenas 1.667.963 aparelhos foram registrados no programa, conforme dados atualizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública até as 18h de sexta-feira (14). O levantamento também indica que os pedidos de bloqueio no Celular Seguro estão caindo há três meses consecutivos desde fevereiro, quando houve um pico de 10.736 ocorrências. Pedidos de bloqueios por mês no Celular Seguro Disponível para Android, iPhone (iOS) e navegadores, o Celular Seguro foi apresentado como um meio de facilitar alertas sobre crimes e agilizar bloqueios de smartphones e contas bancárias, o que diminuiria o espaço de atuação de criminosos. Mas o programa nem sempre funciona de forma esperada. Duas vítimas de roubos de celulares relataram ao g1 que tiveram dificuldades quando ele bloqueou um aparelho que não tinha sido roubado ou apresentou falha na seção para registrar a ocorrência (saiba mais abaixo). Na última terça-feira (11), o Google anunciou um novo método para inibir roubos de celulares Android: o recurso promete bloquear a tela do celular ao identificar que ele foi arrancado de sua mão de forma brusca, mas só começará a ser testado em julho. Dificuldades com o Celular Seguro Roberta (nome fictício*) sofreu um sequestro-relâmpago em Belo Horizonte no fim de janeiro, e os criminosos levaram seu celular. Após ser resgatada, e por orientação da polícia, ela emitiu um alerta no Celular Seguro. Ela tinha dois celulares salvos no programa e, por um erro, ambos foram bloqueados. Os aplicativos de bancos, que estavam no celular que ficava na sua casa cortaram o acesso, e ela precisou ligar para as empresas pedindo o desbloqueio. O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou ao g1 que, neste caso, o contato com cada empresa realmente é necessário, já que o Celular Seguro só funciona como um botão de emergência para alertar uma ocorrência. "Não é possível, na ferramenta, efetuar o desbloqueio, por razões de segurança do próprio cidadão", explica. Estados com mais bloqueios no Celular Seguro Vinicius Valente não conseguiu mandar o alerta de bloqueio após ser assaltado em 17 de janeiro, em São Paulo. Ele tentou enviar um alerta no site do Celular Seguro, mas encontrou um problema no formulário. "Quando a gente clica em 'Registrar ocorrência', é pedido para registrar o horário, mas o site não estava permitindo um horário inferior ao atual, e também não adiantou nem colocar um horário posterior ou igual ao do momento", explicou. Ele relatou que, por isso, não alertou o roubo nas primeiras horas após o assalto, como é o ideal. "Consegui disparar, pelo site, só um dia depois. Então, para mim, não foi efetivo", concluiu. O Ministério da Justiça disse não ter "evidências de que esse problema enfrentado pelo usuário possa ter sido causado pela aplicação Celular Seguro", mas que abriu uma investigação para o caso. Boa experiência Mas há situações em de usuários que não enfrentam problemas para solicitar o bloqueio do aparelho. É o caso de Tayllon Platero, que conseguiu mandar o aviso instantes após ser assaltado em São Paulo, no início do ano. Ele disse que também foi fácil conseguir desbloquear os aplicativos posteriormente, para instalar em um novo aparelho. "Após o bloqueio pelo Celular Seguro, os bancos mandaram alertas para refazer o acesso, além das operadoras", disse. Alerta simplificado O Celular Seguro foi atualizado em abril para facilitar o cadastro, segundo o Ministério da Justiça. Com a mudança, basta informar dados como número, operadora e marca do aparelho para registrá-lo no programa. Até então, era preciso informar o modelo e o IMEI do aparelho, código que nem todos os usuários conhecem – saiba mais sobre ele aqui. A atualização também incluiu uma opção para donos dos aparelhos indicaram quais dados serão bloqueados após um alerta: é possível optar somente pelo bloqueio de apps de bancos, por exemplo. * A entrevistada pediu para não ter o nome divulgado por questões de segurança. Como se cadastrar no programa Celular Seguro Barbara Miranda, g1

  5. As campanhas de influência online montadas por países há muito que utilizam mulheres falsas para espalhar propaganda e desinformação. O logotipo OpenAI é exibido em um telefone celular com uma imagem em um monitor de computador gerada pelo modelo de texto para imagem Dall-E do ChatGPT, 8 de dezembro de 2023, em Boston. AP/Michael Dwyer Quando o pesquisador de desinformação Wen-Ping Liu analisou os esforços da China para influenciar as recentes eleições de Taiwan usando contas falsas nas redes sociais, algo incomum se destacou nos perfis mais bem-sucedidos. Eles eram mulheres, ou pelo menos era o que pareciam ser. Perfis falsos que afirmavam ser mulheres obtiveram mais engajamento, mais atenção e mais influência do que contas supostamente masculinas. “Fingir ser mulher é a maneira mais fácil de obter credibilidade”, disse Liu, investigador do Ministério da Justiça de Taiwan. Quer se trate de agências de propaganda chinesas ou russas , golpistas on-line ou chatbots de IA, vale a pena ser mulher - provando que, embora a tecnologia possa se tornar cada vez mais sofisticada, o cérebro humano continua surpreendentemente fácil de hackear, graças, em parte, aos antigos estereótipos de gênero que migraram do mundo real ao virtual. Há muito que as pessoas atribuem características humanas, como gênero, a objetos inanimados (os navios são um exemplo), por isso faz sentido que características humanas tornem os perfis falsos nas redes sociais ou os chatbots mais atrativos. No entanto, as questões sobre como estas tecnologias podem refletir e reforçar os estereótipos de gênero estão chama atenção à medida que mais assistentes de voz e chatbots com IA entram no mercado, confundindo ainda mais os limites entre o homem (e a mulher) e a máquina. “Você quer injetar um pouco de emoção e calor, e uma maneira muito fácil de fazer isso é escolher o rosto e a voz de uma mulher”, disse Sylvie Borau, professora de marketing e pesquisadora on-line em Toulouse, França, cujo trabalho descobriu que os usuários da Internet preferem bots “femininos” e os vemos como mais humanos do que as versões “masculinas”. As pessoas tendem a ver as mulheres como mais calorosas, menos ameaçadoras e mais agradáveis ​​do que os homens, disse Borau à Associated Press. Os homens, por sua vez, são muitas vezes considerados mais competentes, embora também tenham maior probabilidade de serem ameaçadores ou hostis. Por causa disso, muitas pessoas podem estar, consciente ou inconscientemente, mais dispostas a se envolver com uma conta falsa que se faz passar por mulher. Quando o CEO da OpenAI, Sam Altman, estava procurando uma nova voz para o programa ChatGPT AI, ele abordou Scarlett Johansson. A atriz relatou que o empresário a disse que os usuários encontrariam sua voz – que serviu como assistente de voz de mesmo nome no filme “Her” – “reconfortante”. Johansson recusou o pedido de Altman e ameaçou processar quando a empresa adotou o que ela chamou de voz “assustadoramente semelhante”. A OpenAI voltou atrás. Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT Fotos de perfis femininos, principalmente aquelas que mostram mulheres com pele impecável, lábios exuberantes e olhos arregalados em roupas reveladoras, podem ser outra atração online para muitos homens. Os usuários também tratam os bots de maneira diferente com base no sexo percebido: a pesquisa de Borau descobriu que os chatbots “femininos” têm muito mais probabilidade de receber assédio e ameaças sexuais do que os bots “masculinos”. Os perfis femininos nas redes sociais recebem, em média, mais de três vezes mais visualizações em comparação com os dos homens, de acordo com uma análise de mais de 40 mil perfis realizada para a AP pela Cyabra, uma empresa de tecnologia israelense especializada em detecção de bots. Perfis femininos que afirmam ser mais jovens recebem mais visualizações, descobriu Cyabra. “Criar uma conta falsa e apresentá-la como mulher ajudará a conta a ganhar mais alcance em comparação a apresentá-la como homem”, segundo o relatório da Cyabra. As campanhas de influência online montadas por países como a China e a Rússia há muito que utilizam mulheres falsas para espalhar propaganda e desinformação . Estas campanhas exploram frequentemente a opinião das pessoas sobre as mulheres. Algumas aparecem como avós sábias e carinhosas, distribuindo sabedoria caseira, enquanto outras imitam mulheres jovens e convencionalmente atraentes, ansiosas por conversar sobre política com homens mais velhos. No mês passado, pesquisadores da empresa NewsGuard descobriram que centenas de contas falsas – algumas com fotos de perfil geradas por IA – foram usadas para criticar o presidente Joe Biden. Aconteceu depois que alguns apoiadores de Trump começaram a postar uma foto pessoal com o anúncio de que “não votarão em Joe Biden”. Embora muitas das postagens fossem autênticas, mais de 700 vieram de contas falsas. A maioria dos perfis afirmava ser de mulheres jovens que viviam em estados como Illinois ou Flórida; um foi nomeado PatriotGal480. Mas muitas das contas usavam linguagem quase idêntica e tinham fotos de perfil geradas por IA ou roubadas de outros usuários. E embora não pudessem dizer com certeza quem operava as contas falsas, encontraram dezenas com ligações a países como a Rússia e a China. O X (antigo Twitter) removeu as contas depois que o NewsGuard entrou em contato com a plataforma. Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sugeriu que há uma razão ainda mais óbvia pela qual tantas contas falsas e chatbots são femininos: foram criados por homens. O relatório, intitulado “ Os robôs são sexistas? ”, analisou as disparidades de gênero nas indústrias tecnológicas e concluiu que uma maior diversidade na programação e no desenvolvimento da IA ​​poderia levar a menos estereótipos sexistas incorporados nos seus produtos. Para os programadores ansiosos por tornar os seus chatbots tão humanos quanto possível, isto cria um dilema, disse Borau: se selecionarem uma persona feminina, estarão a encorajar visões sexistas sobre as mulheres da vida real? “É um ciclo vicioso”, disse Borau. “Humanizar a inteligência artificial pode desumanizar as mulheres.” Taiwaneses fazem fila para votar fora de uma seção eleitoral em Taipei, Taiwan, 13 de janeiro de 2024 AP Photo/Chiang Ying-ying

  6. Uma nova ferramenta do app consegue identificar e agrupar imagens semelhantes para simplificar a organização da galeria e ajudar a economizar espaço de armazenamento. Google Fotos agrupa fotos semelhantes Divulgação É raro a foto perfeita sair logo de primeira. Na maioria das vezes, são várias tentativas até alguma ficar boa, o que faz com que, no fim, você acumule um número grande de imagens semelhantes na galeria. Para organizar essas imagens, o Google Fotos criou um recurso capaz de encontrar automaticamente arquivos assim e agrupá-los – podendo até ajudar a liberar espaço de armazenamento na sua biblioteca. A ferramenta, batizada de Photo Stacks (ou Fotos Semelhantes, em português), foi lançada em novembro do ano passado na plataforma e chegou ao Brasil nos últimos meses. Para utilizar, é preciso estar com a versão mais atualizada do aplicativo. Depois, é necessário ativar a opção "Empilhar fotos semelhantes". A partir disso, o próprio app vai selecionar a melhor foto para ser uma espécie de “capa” para um grupo de imagens parecidas. Os arquivos ficam disponíveis para serem acessados, como em uma pasta. Tudo é feito com ajuda de inteligência artificial, mas você pode selecionar manualmente sua própria foto como escolha principal, e também pode desativar a opção de empilhar fotos para ver tudo na galeria. Uma das vantagens de ter as imagens semelhantes empilhadas é que fica mais fácil visualizar e excluir as que não ficaram boas, já que elas estarão todas organizadas juntas, economizando espaço de armazenamento. Como identificar imagens semelhantes automaticamente Abra o aplicativo Google Fotos; Toque no ícone do seu perfil e selecione "Configurações"; Escolha “Preferências”; Ative a opção "Empilhar fotos semelhantes". Se você ativou o recurso, mas mesmo assim não consegue encontrar os grupos na biblioteca, verifique se você ativou o backup. Essa ferramenta só está disponível para fotos armazenadas em backup. Ao fazer isso, aguarde um pouco para conferir se as imagens foram agrupadas, pois o processo demora um pouco. Importante: a tecnologia de agrupamento não funciona em casos de imagens duplicadas, que pode acontecer quando uma imagem é editada ou há o upload da mesma foto em datas diferentes. Nesses casos, a identificação precisa ser feita manualmente. Leia também: Como descobrir o que o Google sabe sobre você Trocou de celular? Saiba como não perder suas mensagens de WhatsApp Como um emoji é criado? Sabia que você pode sugerir um? Veja os critérios e o que fazer Google Maps ganha recurso para pesquisar pontos de doação de alimentos Google Maps ganha recurso para pesquisar pontos de doação de alimentos em todo o Brasil

  7. Usuários têm usado plataformas de inteligência artificial para transformar diálogos comuns em hits musicais engraçados que estão vralizando nas redes sociais. Conversa em app de celular, parte da trend 'WhatsApp Cantado'. Reprodução Conversas de WhatsApp transformadas em hits - que vão do sertanejo ao gospel - têm feito sucesso em uma nova trend que viralizou nas redes sociais. No "WhatsApp Cantado", como é conhecida a tendência, internautas estão usando plataformas de inteligência artificial para criar músicas a partir de diálogos comuns, rendendo virais para redes como Tik Tok e Instagram. Entre os vídeos mais populares, um pedido de delivery se transforma em uma balada sertaneja quando o cliente pede um sushi "Hot Willsons". Um desabafo entre amigas vira um louvor gospel em outra postagem. Em outra conversa viralizada, uma pessoa insiste em tentar comprar uma coxinha em um lugar que vende apenas açaí. Para fazer os vídeos, usuários usam ferramentas de inteligência artificial, nas quais é possível inclusive escolher o estilo da música que será criada em segundos a partir do texto das mensagens. Não há como ter certeza se as mensagens de fato foram trocadas como publicadas ou se foram pensadas para entrar na trend, mas isso não impede usuários das redes de se divertirem com as "obras de arte". Veja abaixo alguns dos vídeos mais populares: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

  8. O concreto talvez seja o material de construção mais utilizado no mundo — e, com alguns retoques, também poderia ajudar a abastecer nossas casas. Pesquisadores do MIT descobriram como criar um dispositivo de armazenamento de energia a partir de água, cimento e uma substância parecida com fuligem Getty Images via BBC Numa bancada de laboratório em Cambridge, no estado americano de Massachusetts, há uma pilha de cilindros de concreto preto polidos, entrelaçada por cabos, sendo banhada em um líquido. Para um observador comum, não parece ter muita função. Até que Damian Stefaniuk aperta um interruptor. Os blocos de concreto estão conectados a um diodo emissor de luz (LED, na sigla em inglês) — e a lâmpada acende. "No início, eu não acreditei", diz Stefaniuk, descrevendo a primeira vez que a luz de LED acendeu. "Achei que não tinha desconectado a fonte de energia externa, e por isso o LED estava ligado." "Foi um dia maravilhoso. Convidamos os alunos, e eu convidei professores para ver, porque no começo eles também não acreditaram que funcionasse." O motivo para tanto entusiasmo? Este pedaço de concreto escuro e inócuo pode representar o futuro do armazenamento de energia. A promessa da maioria das fontes de energia renovável ​​é o fornecimento inesgotável de energia limpa, aquela que nos é concedida pelo Sol, pelo vento e pela água. No entanto, o Sol nem sempre brilha, o vento nem sempre sopra, e a água nem sempre está disponível em abundância. Isso quer dizer que são fontes de energia intermitentes, o que, no nosso mundo moderno, sedento de energia, representa um problema. Isso significa que precisamos armazenar essa energia em baterias. Mas as baterias dependem de materiais como o lítio, cuja oferta é muito menor do que o que seria provavelmente necessário para satisfazer a demanda gerada pelo esforço mundial para descarbonizar seus sistemas de energia e de transporte. VÍDEO: como foi o 1º voo bem-sucedido da Starship, maior nave do mundo Existem 101 minas de lítio no mundo, e os analistas econômicos são pessimistas quanto à capacidade destas minas de acompanhar a crescente demanda global. Analistas ambientais observam que a mineração de lítio utiliza muita energia e água, o que compromete os benefícios ambientais de migrar para fontes de energia renováveis. Os processos envolvidos na extração de lítio também podem, às vezes, levar ao vazamento de produtos químicos tóxicos no abastecimento de água local. Apesar de novas reservas de lítio terem sido descobertas, a oferta finita deste material, a dependência excessiva de apenas um punhado de minas no mundo todo e seu impacto ambiental, impulsionaram a busca por materiais alternativos para baterias. É aqui que entram Stefaniuk e seu concreto. Ele e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) descobriram uma maneira de criar um dispositivo de armazenamento de energia conhecido como supercapacitor, a partir de três materiais básicos e baratos: água, cimento e uma substância parecida com fuligem, chamada negro de fumo ou negro de carbono. Pesquisadores vislumbram uma série de aplicações para os supercapacitores Getty Images via BBC Quem é o milionário da tecnologia que tenta alcançar a juventude eterna Os supercapacitores são altamente eficientes no armazenamento de energia, mas diferem das baterias em alguns aspectos importantes. Eles podem recarregar muito mais rápido do que uma bateria de íon de lítio, e não sofrem os mesmos níveis de degradação no desempenho. Mas os supercapacitores também liberam rapidamente a energia que armazenam, tornando-os menos úteis em dispositivos como celulares, laptops ou carros elétricos, em que é necessário um fornecimento constante de energia durante um período prolongado de tempo. No entanto, de acordo com Stefaniuk, estes supercapacitores poderiam contribuir de forma significativa para os esforços de descarbonizar a economia global. "Se puder ter sua escala ampliada, esta tecnologia pode ajudar a resolver uma questão importante — o armazenamento de energia renovável", diz ele. Ele e seus colegas pesquisadores do MIT e do Instituto Wyss de Engenharia Biologicamente Inspirada, da Universidade de Harvard, também nos EUA, vislumbram uma série de aplicações para seus supercapacitores. Uma delas poderia ser criar estradas que armazenem energia solar, e depois liberá-la para recarregar (sem fio) carros elétricos, enquanto passam pela estrada. A rápida liberação de energia do supercapacitor de cimento-carbono permitiria que os veículos dessem uma carga rápida em suas baterias. Outra aplicação seria em fundações de casas que armazenam energia. "Ter paredes, fundações ou colunas que atuem não só no suporte de uma estrutura, mas também no armazenamento de energia dentro delas", diz Stefaniuk. Mas ainda é cedo. Por enquanto, o supercapacitor de concreto é capaz de armazenar pouco menos de 300 watts-hora por metro cúbico — o suficiente para abastecer uma lâmpada LED de 10 watts por 30 horas. A produção de energia "pode ​​parecer baixa em comparação com baterias convencionais, [mas] uma fundação com de 30 a 40 metros cúbicos de concreto, pode ser suficiente para atender às necessidades diárias de energia de uma casa residencial", explica Stefaniuk. "Dado o uso generalizado de concreto em todo o mundo, este material tem potencial para ser altamente competitivo e útil no armazenamento de energia." Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa Stefaniuk e seus colegas do MIT comprovaram inicialmente este conceito criando supercapacitores de 1 volt do tamanho de uma moeda, a partir do material, antes de conectá-los em série para fornecer energia a um LED de 3 volts. Desde então, eles aumentaram a escala para produzir um supercapacitor de 12 volts. Stefaniuk também conseguiu usar versões maiores do supercapacitor para abastecer um console de games portátil. E a equipe de pesquisa está planejando agora construir versões maiores, incluindo uma de até 45 metros cúbicos de tamanho, que seria capaz de armazenar cerca de 10 kWh de energia, que seria o necessário para abastecer uma casa por um dia. O supercapacitor funciona devido a uma propriedade incomum do negro de carbono — ele é altamente condutor. Isso significa que quando o material é combinado com pó de cimento e água, forma-se um tipo de concreto repleto de redes de material condutor, assumindo uma forma que lembra raízes minúsculas ramificadas. Os capacitores são formados por duas placas condutoras com uma membrana entre elas. Neste caso, ambas as placas são feitas de cimento de negro de carbono, que foram embebidas em um sal eletrolítico chamado cloreto de potássio. Quando uma corrente elétrica foi aplicada às placas embebidas em sal, as placas carregadas positivamente acumularam íons carregados negativamente do cloreto de potássio. E como a membrana impedia a troca de íons carregados entre as placas, a separação das cargas criou um campo elétrico. Como os supercapacitores podem acumular grandes quantidades de carga muito rápido, isso poderia tornar os dispositivos úteis para armazenar o excesso de energia produzido por fontes renováveis ​​intermitentes, como a energia eólica e solar. Isto reduziria a pressão sobre a rede de abastecimento de energia nos momentos em que o vento não sopra e o Sol não brilha. Como diz Stefaniuk: "Um exemplo simples seria uma casa fora da rede de abastecimento, abastecida por painéis solares: usando energia solar diretamente durante o dia, e a energia armazenada nas fundações, por exemplo, durante a noite". Os supercapacitores não são perfeitos. As versões existentes descarregam rapidamente, e não são ideais para uma produção constante, que seria necessária para abastecer uma casa ao longo do dia. Stefaniuk diz que ele e seus colegas estão trabalhando em uma solução que permitiria refinar sua versão de cimento-carbono ajustando a mistura, mas eles só vão divulgar os detalhes após finalizarem os testes e publicarem um artigo. Os pesquisadores do MIT estão trabalhando para aumentar a escala do supercapacitor de cimento-carbono para que ele possa ser usado em diversas aplicações diferentes Getty Images via BBC Pode haver ainda outros obstáculos a serem superados — adicionar mais negro de carbono permite que o supercapacitor resultante armazene mais energia, mas também torna o concreto um pouco mais frágil. Os pesquisadores dizem que seria necessário encontrar a combinação ideal de negro de carbono para qualquer uso que pressuponha uma função estrutural, assim como de armazenamento de energia. E embora os supercapacitores de cimento-carbono possam ajudar a reduzir nossa dependência de lítio, eles têm seu próprio impacto ambiental. A produção de cimento é responsável por de 5% a 8% das emissões de dióxido de carbono provenientes da atividade humana a nível mundial, e o cimento-carbono necessário para os supercapacitores teria que ser fabricado na hora, em vez de ser reaproveitado de estruturas existentes. No entanto, parece ser uma inovação promissora, diz Michael Short, que lidera o Centro de Engenharia Sustentável da Universidade de Teesside, no Reino Unido. A pesquisa, segundo ele, "abre muitos possíveis caminhos interessantes em torno da utilização do próprio ambiente construído como meio de armazenamento de energia". "Como os materiais também são comuns, e a fabricação relativamente simples, isso oferece uma ótima indicação de que esta abordagem deve ser mais investigada, e pode potencialmente ser uma parte muito útil da transição para um futuro mais limpo e sustentável." Mas vão ser necessárias mais pesquisas para migrar tudo isso do laboratório para o mundo real. "Muitas vezes, novas descobertas são problemáticas quando se considera passar de uma escala reduzida, de laboratório, para uma implementação mais ampla, em maior escala e volume. Isso pode ser devido a complexidades na fabricação, à escassez de recursos ou, às vezes, à física ou química subjacente. Propriedades desejáveis que ocorrem em escalas menores podem ser reduzidas ou até mesmo desaparecer quando são feitas tentativas para aumentá-las." Mas pode haver uma maneira de resolver o problema ambiental do cimento, acrescenta Short. Seus colegas da Universidade de Teesside já estão trabalhando em um cimento de baixa emissão, feito a partir de produtos derivados das indústrias siderúrgica e química. Projetos como o do cimento de baixa emissão e do concreto para armazenamento de energia aumentam a perspectiva de um futuro em que nossos escritórios, estradas e casas vão desempenhar um papel significativo num mundo abastecido por energia limpa. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future. Empresa usa impressora 3D para construir casa de dois andares

  9. Modelo da Tesla é mais potente, mas seu comprimento é menor que o da picape da Ford. Como é a Cybertruck, picape 'inquebrável' da Tesla Nas últimas semanas, bombou nas redes sociais o vídeo do influenciador Danielzinho Grau, funkeiro que comprou um Tesla Cybertruck e rodou com o carro "indestrutível" de Elon Musk pela periferia de Cotia, no Morro do Macaco, na Grande São Paulo. O conteúdo teve mais de 19,3 milhões de visualizações nas redes sociais. Com preço de aproximadamente R$ 300 mil na versão mais barata a partir da conversão direta, esse modelo poderia brigar com picapes médias como Toyota Hilux e Chevrolet S10. Nesta reportagem, você vai entender a diferença entre essas picapes e como funciona a Tesla Cybertruck. Preço Segundo o site da Tesla, existem três versões da Cybertruck disponíveis no mercado norte-americano desde dezembro de 2023: Rear-Wheel Drive (com tração apenas nas rodas traseiras) por US$ 60,990 (aproximadamente R$ 327 mil); All-Whell Drive (tração integral) por US$ 79,990 (R$ 430 mil); e CyberBeast por US$ 99.990 (R$ 540 mil) sem taxas e impostos. De acordo com apuração do g1, o valor da versão de entrada pode chegar a R$ 2 milhões ao incluir todos os encargos e custos de importação. A Tesla, empresa de carros elétricos do bilionário Elon Musk, entregou a primeira picape elétrica no dia 30 de novembro de 2023 para os primeiros compradores nos Estados Unidos, mas foi somente no último dia 21 de maio que a primeira Cybertruck chegou em solo brasileiro. O modelo tinha sido anunciado em 2019 para o mercado americano. Onde se encaixa a Cybertruck? Em termos de preço, ela é uma picape única e com importação independente, não tendo representação da Tesla no Brasil. Ou seja, é um veículo sem concorrentes por aqui. Contudo, colocando a Cybertruck no mercado brasileiro, é possível estabelecer algumas comparações e tomaremos como base a Fiat Toro, Toyota Hilux e a Ford F-150. Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla De acordo com a tabela abaixo, a Cybertruck seria a mais potente dentre todas as picapes vendidas no Brasil atualmente, com um motor de 857 cavalos (cv) — entre os veículos da mesma categoria vendidos por aqui, a Ford F-150 é a mais pontente, com 405 cv. Mas o tamanho dela não é tão assustador quanto as imagens deixam transparecer. A picape da Tesla é 73 cm mais comprida que a Fiat Toro e 36 cm maior que a Toyota Hilux, mas perde para Ford F-150, que tem 20 cm a mais que ela no comprimento. A caçamba também não é um quesito que torna a Cybertruck um sonho de consumo para quem gosta de carregar bastante bagagem. Enquanto o modelo da Tesla oferece 1900 litros, a Ford F-150 é a que chega mais perto com um espaço de 1.370 litros dedicado às malas. Porém, o que pode incomodar consumidores aventureiros é a autonomia. Enquanto a picape da Tesla tem apenas 545 km de autonomia na versão intermediária, a F-150 ultrapassa os mil km. Confira a tabela abaixo as principais diferenças e semelhanças entre a picape elétrica e as tradicionais do nosso mercado: Mais polêmicas a caminho? Também nas redes sociais, perfis estão compartilhando um vídeo que mostra uma Cybertruck totalmente polido. O carro, que é feito de aço inoxidável (entenda mais abaixo), parece um espelho. "E não é envelopamento", afirma um dos posts compartilhados. Veja abaixo: Initial plugin text Segundo a agência France Presse, um artigo da revista The American Prospect aponta que o material usado no veículo pode oxidar e, devido à sua rigidez, pode ser fatal em acidentes automobilísticos. Segundo a Tesla, a Cybertruck é à prova de balas. A montadora diz que o que garante a resistência do carro é o seu acabamento em um aço inoxidável ultra-duro que ajuda a reduzir marcas de desgaste e corrosão. A empresa de Musk diz que o vidro do carro suporta o impacto de uma bola de beisebol arremessada a uma velocidade de 112 km/h. Ao entregar as primeiras unidades, a montadora fez um teste e lançou uma bola sem tanta rapidez. Initial plugin text A demonstração foi menos arriscada do que a de 2019, quando o modelo foi apresentado. Na ocasião, o designer-chefe da empresa, Franz von Holzhausen, jogou uma pequena bola de ferro contra o veículo, que acabou ficando com a janela trincada. "Jogamos chaves inglesas, jogamos todo tipo de coisa, jogamos uma máquina de lavar e não quebrou. Por algum motivo, um pouco estranho, quebrou esta noite, não sei por quê", disse Musk, na ocasião, de acordo com a agência France Presse. Na última quinta-feira, o bilionário disse acreditar que a Cybertruck é o melhor produto já feito pela Tesla. "É muito raro que apareça um produto que seja aparentemente impossível", afirmou. "Será algo único nas estradas. Finalmente, o futuro parecerá com o futuro". VÍDEO: como foi o novo teste da nave mais poderosa do mundo, criada por empresa de Musk A versão All-Wheel Drive (tração nas quatro rodas) roda até 545 km com apenas uma carga, segundo a fabricante. A empresa vende uma bateria extra para aumentar o alcance e afirma que é possível recuperar quase metade da carga em 15 minutos de carregamento rápido. Analistas classificaram a Cybertruck como um projeto de alto risco em relação a outros veículos da Tesla. "Vai atrair uma clientela mais rica, que pode pagar o preço e quer algo que seja único e peculiar", disse, à Reuters, Jessica Caldwell, chefe de insights da empresa de pesquisa automotiva Edmunds. "Não é um grande segmento da população que pode pagar por isso, especialmente com as atuais taxas de juros", afirmou. A Cybertruck deve competir com picapes elétricas, como: a Ford F-150 Lightning, que custa a partir de US$ 50 mil (R$ 268,2 mil); a Rivian R1T, a partir de US$ 73 mil (R$ 391,5 mil); e Hummer EV, a partir de US$ 96 mil (R$ 514,9 mil). Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla LEIA TAMBÉM: Como tirar o 'online' do Instagram e usar o app sem ninguém saber Conheça mais detalhes da Cybertruck A picape da Tesla tem ainda uma central multimídia com duas telas: uma de 18,5 polegadas para a região frontal, e outra de 9,4 polegadas para os bancos traseiros. O modelo tem 15 alto-falantes que, segundo a fabricante, oferecem qualidade de estúdio. Com espaço para cinco pessoas, o carro também conta com um amplo teto de vidro. As primeiras unidades foram entregues na quinta-feira, mas outros clientes devem começar a receber os carros apenas em 2024. Os primeiros da fila são os que pagaram US$ 100 (cerca de R$ 500) para reservar seu lugar e aceitaram pagar o valor total do veículo. Musk, cofundador e diretor-executivo da Tesla, disse que a produção do veículo vai acelerar até 2025, quando a empresa pretende passar a fabricar 250 mil unidades por ano. A Tesla diz que 1 milhão de pessoas já reservaram unidades da Cybertruck, o que faria as entregas do carro demorarem até quatro anos. Veja abaixo as diferenças entre as versões da Cybertruck: Cybertruck Veja fotos da Cybertruck Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla *Com reportagem de Paola Patriarca

  10. Função, também disponível para imagens e vídeos, faz com que a pessoa do outro lado escute o áudio apenas uma vez, antes de ser apagado. Como enviar mensagem de voz de reprodução única no WhatsApp Darlan Helder/g1 O WhatsApp começou a liberar o envio de mensagens de voz de reprodução única para mais pessoas no Brasil. O recurso permite que a pessoa que recebe o áudio o escute por apenas uma vez. Depois, ele é excluído da conversa. A opção, também conhecida como "visualização única", já estava disponível para fotos e vídeos desde 2021. Em todos os formatos, ela aumenta a privacidade de quem envia as mensagens porque impede que o conteúdo seja compartilhado com outras pessoas. O envio de áudio de reprodução única está disponível tanto para usuários de Android como de iPhone (iOS). A forma de enviar é igual nos dois sistemas. Veja: Abra uma conversa ou grupo no WhatsApp e toque no ícone de microfone; Em seguida, deslize o ícone de microfone para cima. Essa ação ativará o modo mãos livres; Grave o áudio e, antes de enviar, toque no ícone redondo com o número "1" no canto direito para sinalizar a reprodução única; Por fim, toque no botão verde para enviar. A pessoa do outro lado que receber a mensagem de voz ouvirá o arquivo apenas uma vez e não conseguirá reencaminhar para outro contato. Segundo o WhatsApp, todos os conteúdos de visualização única são protegidos por criptografia de ponta a ponta, assim como as mensagens no formato tradicional. LEIA TAMBÉM: VEJA TAMBÉM: Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas

  11. Remuneração aprovada para o bilionário é a maior da história corporativa dos Estados Unidos, mas ele ainda pode enfrentar disputa judicial para convencer a Justiça que invalidou o acordo no início do ano. O bilionário Elon Musk atacou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ameaçou descumprir ordens da Justiça brasileira Guglielmo Mangiapane/Reuters Os acionistas da Tesla aprovaram nesta quinta-feira (13) o bônus de US$ 56 bilhões (cerca de R$ 300 bilhões) para o presidente-executivo da empresa, Elon Musk. A decisão, informada pela montadora, é vista como um sinal de aprovação da gestão do bilionário à frente da empresa. Apesar da vitória, Musk pode travar uma longa disputa judicial para convencer a Justiça de Delaware que invalidou o pacote no início do ano. A juíza Kathaleen McCormick afirmou na ocasião que a compensação é "uma quantia inimaginável" de dinheiro que não é justa com os acionistas. O bilionário também pode lidar com novos processos sobre a remuneração, que seria a maior da história corporativa dos EUA. Os investidores também aprovaram a proposta de mover a sede da Tesla de Delaware para o Texas e reelegeram dois membros do conselho da empresa: Kimbal Musk, irmão de Elon, e James Murdoch, filho do magnata da mídia Rupert Murdoch. Elon Musk havia sugerido na quarta-feira (12) que as propostas estavam recebendo um grande apoio e agradeceu aos acionistas. Os números da votação ainda não foram divulgados pela Tesla, que deve apresentá-los nos próximos dias. O acordo salarial decidido em 2018 contribuiu para Elon Musk se tornar a pessoa mais rica do mundo. A fortuna do empresário está em US$ 212 bilhões (cerca de R$ 1,1 trilhão) nesta quinta, segundo dados da Forbes. A remuneração de Musk está vinculada a metas de desempenho, como o preço das ações da Tesla e a lucratividade da empresa. A aprovação dos acionistas para a compensação serve tanto como um endosso ao mandato de Musk quanto como um reconhecimento de que os investidores não querem arriscar o futuro da empresa. LEIA TAMBÉM: Veja como foi o 1º voo bem-sucedido da SpaceX com a maior nave espacial do mundo Cozinheira perde R$ 80 mil: relatos de quem perdeu tudo com cassinos online Brasil será 1º país no mundo a ter 'modo ladrão' em celulares Android SpaceX faz 1º voo bem-sucedido com a Starship

  12. Assim como a Starlink, o Projeto Kuiper usa milhares de pequenos satélites em torno da Terra para criar rede de internet. Empresas planejam colocar serviço em operação em 2025 em sete países da América Latina. Jeff Bezos e Elon Musk Reuters A Amazon e a empresa de telecomunicações Vrio, dona da operadora Sky Brasil, vão lançar um serviço de internet via satélite nos moldes da Starlink, do bilionário Elon Musk. O serviço será oferecido em sete países da América do Sul, incluindo o Brasil. Trata-se do Projeto Kuiper, da Amazon, em que milhares de pequenos satélites ficam a cerca de 600 km de distância de altitude e criam uma rede de internet para ser usada por dispositivos na Terra. O serviço deverá entrar em operação em meados de 2025, começando na Argentina, segundo o plano de lançamento divulgado nesta quinta-feira (13). Além do Brasil, o Projeto Kuiper também será levado para Chile, Uruguai, Peru, Equador e Colômbia. A Vrio, parceira da Amazon nesta iniciativa, é uma empresa americana que administra a Sky Brasil e a filial da DirecTV na América Latina. Concorrência com Elon Musk O Projeto Kuiper, da Amazon, criado por um ex-funcionário da Starlink, de Elon Musk, fornecerá internet usando satélites na chamada órbita baixa da Terra. O Projeto Kuiper delineará seu plano nos próximos meses para colocar 3.236 satélites no céu, disse o chefe de desenvolvimento de negócios da empresa na América Latina, Bruno Henriques. Usuários do Projeto Kuiper precisam usar um terminal para receber internet via satélite Divulgação/Amazon "Nosso objetivo é que todos os clientes, quer vivam em áreas urbanas, suburbanas ou rurais, tenham o mesmo nível de acesso à banda larga", disse Henriques. O plano de internet via satélite da Amazon já existe há alguns anos. Em 2019, a Amazon informou que planejava investir US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) na iniciativa. Cerca de 200 milhões de pessoas na América Latina têm acesso precário, pouco ou nenhum acesso à internet, afirmou à Reuters o vice-presidente da Vrio, Lucas Werthein, com base em dados do Banco Mundial. "Acrescente a isso o terreno geográfico e, é claro, um continente que tem desafios para fazer grandes investimentos em infraestrutura", disse Werthein. LEIA TAMBÉM: Veja como foi o 1º voo bem-sucedido da SpaceX com a maior nave espacial do mundo Cozinheira perde R$ 80 mil: relatos de quem perdeu tudo com cassinos online Brasil será 1º país no mundo a ter 'modo ladrão' em celulares Android 'Constelação' de satélites ocupará órbita terrestre baixa e ficará bem mais próxima da Terra que os satélites geoestacionários Kayan Albertin/g1 SpaceX faz 1º voo bem-sucedido com a Starship

  13. Will, Ruby e Grace estão entre os adolescentes britânicos que trocaram seus aparelhos por celulares básicos, durante cinco dias como parte de um estudo promovido pela faculdade em que estudam. BBC - Will ficou preocupado em ter que passar cinco dias com apenas um telefone básico sem acesso à internet BBC Como parte de um experimento de "detox digital", 10 adolescentes da cidade de Salford, na Inglaterra, trocaram por cinco dias seus aparelhos por telefones celulares básicos que só podem fazer chamadas e enviar mensagens de texto. Como se saíram? Leia a seguir um relato do experimento, do início às conclusões. Will passa regularmente mais de oito horas por dia com os olhos grudados na tela de seu smartphone. Quando era mais novo, ele adorava andar de bicicleta — agora tem 15 anos e passa a maior parte do tempo livre depois das aulas navegando pelos vídeos do TikTok. Na semana passada, Will acumulou 31 horas apenas em aplicativos de redes sociais. Mas nos próximos cinco dias ele não terá acesso a isso. "Estou preocupado em saber como vou lidar com a situação", diz ele. "Agora terei que ser sociável com meus pais." A desintoxicação faz parte de um projeto da BBC que analisa os hábitos dos jovens em relação aos smartphones — e Will é um dos 10 estudantes da Faculdade Técnica de Mídia da City University que concordaram em trocar seus telefones por um aparelho Nokia básico. Quase todos os aspectos da vida dos alunos serão afetados — eles cresceram com smartphones e usam a internet para praticamente tudo. Eles se comunicam principalmente pelo Snapchat ou pelo Facetime, usam o Google Maps para se deslocar e estão sempre ouvindo música em qualquer lugar. Será um "verdadeiro desafio", diz o diretor da faculdade, Colin Grand, que trancará os aparelhos dos alunos durante o experimento. Ruby sonha em se tornar atriz. Ela diz que passa tempo demais no celular e muitas vezes ignora os pais enquanto navega pelo TikTok. No meio do experimento, vou visitar a família dela. Quando chego, a garota de 16 anos está dando os últimos retoques na maquiagem antes de ir para a faculdade. O pai de Ruby pergunta se ela está com a roupa de trabalho na mochila e então a mãe dela nos leva até o ponto de ônibus. Ruby admite que fazer uma pausa no uso do smartphone "criou mais oportunidades para conversas" com seus pais — e sua mãe, Emma, ​​diz que a desintoxicação está tendo um impacto positivo no comportamento de sua filha. "Ruby é muito viciada em seu telefone, então, agora ela pode ver como era a vida quando eu era adolescente", diz Emma. "Ela está falando mais e vai dormir mais cedo. É bom dar essa parada." Ao nos aproximarmos do ponto, vemos o ônibus já se afastando. Normalmente, Ruby checaria o horário do ônibus em seu celular. Ler o quadro de horários de um ponto de ônibus não é algo que esta geração faz. "Sem meu telefone, não tenho como saber", diz ela. Enquanto esperamos pelo próximo ônibus, Ruby me conta sobre seu trabalho de meio período em um centro de jogos para grupos. Ela trabalha alguns dias por semana — mas não tem certeza se terá um turno mais tarde hoje nem de quanto tempo será. Seu gerente lhe deu o número de telefone do escritório, caso ela precise confirmar o horário de seu turno — mas ela se sente "um pouco nervosa" em ligar. "Eu vejo no aplicativo qual turno estou fazendo, mas agora não consigo saber", explica Ruby. "Eu nunca ligo para o trabalho. Nunca." Ela paga a passagem do ônibus — seu cartão do banco raramente é usado sem que seja através da carteira do smartphone — e partimos para a viagem de uma hora. BBC - Ruby ficou 'nervosa' por ter que ligar para o escritório e checar o horário BBC NEWS/KRISTIAN JOHNSON 'Muito estressante' Para alguns adolescentes, abrir mão do smartphone tem sido muito difícil. Depois de apenas 27 horas, Charlie, de 14 anos, desistiu e pediu seu smartphone de volta. "Eu sabia que meu telefone estava no edifício, mas não saber se alguém estava tentando entrar em contato comigo e não poder ficar online foi muito estressante", diz ele. Outra coisa que parece estar estressando a todos é o chamado status Snapstreak — que mede o total de quantos dias seguidos o usuário enviou mensagens pelo aplicativo Snapchat a um outro usuário. Alguns estudantes admitem que estão tão preocupados em perder a sequência — que às vezes pode ser de mais de 1.000 dias consecutivos — que pediram aos amigos para entrarem em suas contas e mantê-los ativos durante o período de "detox". Tal como Charlie, outros estudantes que participaram da experiência reconheceram o medo de perder status, mas a maioria diz que está surpresa pois não achavam que o período de "detox" seria tão libertador. Alguns disseram que estão dormindo melhor, enquanto outros acreditam que têm sido mais produtivos sem os aparelhos. "Sinto que estou aprendendo coisas e me envolvendo mais — não sinto que estou perdendo nada", diz Grace, 15 anos. Logo depois da escola, no primeiro dia do experimento, ela e suas amigas foram comprar enfeites de plástico para seu telefone "antiquado". Me mostrando o celular enfeitado enquanto conversamos, Grace disse que ter ido às compras foi uma boa forma de desviar a atenção e não ficar pensando em seu smartphone trancado. "Foi muito tranquilo", diz ela. "Gostei muito porque trouxe de volta minha criatividade." "Assim que cheguei em casa, já estava desenhando e pintando novamente. Isso me ajudou a reconectar com as coisas de que gosto." BBC - Grace resolveu decorar seu celular básico com bolinhas de plástico colorido BBC NEWS/KRISTIAN JOHNSON Em fevereiro, o governo britânico publicou novas normas para tentar impedir que os alunos usem seus telefones durante o período em que ficam na escola. Em maio, uma comissão multipartidária de deputados deu um passo ainda maior, dizendo que a proibição total de smartphones para todos os menores de 16 anos — não apenas na escola — deveria ser imposta por quem quer que ganhe as eleições gerais de 4 de julho no Reino Unido. Numa pesquisa realizada pela BBC Radio 5 Live e BBCBitesize com 2 mil jovens entre 13 e 18 anos, os participantes tinham que responder perguntas sobre vários aspectos da vida — incluindo saúde mental e os seus hábitos de uso de smartphones. As conclusões da pesquisa que foi compilada pela empresa Survation apontam: A simples participação neste exercício de desintoxicação digital mostrou uma diferença entre estes adolescentes e seus colegas que participaram da pesquisa da BBC; 74% dos jovens entrevistados disseram que não cogitariam trocar seus smartphones por um aparelho básico Depois de cinco longos dias, é hora dos alunos receberem seus smartphones de volta; Quando um professor se dirige ao cofre da faculdade para retirar os smartphones alguns estudantes não se contêm e gritam com ansiedade. Assim que ligam novamente seus celulares, os adolescentes voltam a ficar de olhos grudados nas telas - navegando e acompanhando as conversas em grupo. Mas a maioria diz que, depois de participar do detox, gostaria de encontrar maneiras de limitar o tempo de utilização. "Isso me fez perceber quanto tempo passei nas redes sociais e vi que preciso reduzir e sair mais de casa", reconhece Will. "Com certeza vou tentar usar menos o TikTok." Ele admite que tem sido difícil e sente muita falta de ouvir música. Mas o tempo que passou longe do seu telefone permitiu a Will reacender sua paixão pelo ciclismo — algo que ele está determinado a continuar em vez de passar horas intermináveis navegando. "Oito horas por dia é uma loucura", diz ele. Esta reportagem foi traduzida e revisada por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA na tradução, como parte de um projeto piloto.

  14. Simulações no computador treinam o equipamento, que pode ser utilizado sem a necessidade de horas de ajustes. Pesquisadores da North Carolina State University fizeram a demonstração de um novo método que, usando simulações para treinar a inteligência artificial (IA), consegue melhorar significativamente o desempenho de exoesqueletos – estruturas que servem de suporte para aumentar a capacidade do corpo humano – ajudando seus usuários a poupar energia em ações como caminhar, correr ou subir escadas. Inteligência artificial para exoesqueletos: pesquisadores da North Carolina State University demonstraram método que aumenta a eficiência desse tipo de equipamento Divulgação: Hao Su, NC State University “Exoesqueletos têm um enorme potencial para aumentar a capacidade humana de locomoção, mas ainda são subutilizados, porque há limitações para testes e a criação de protótipos. A ideia central da pesquisa é fazer com que a inteligência artificial aprenda como as pessoas andam, correm ou sobem escadas através de simulações no computador, sem a necessidade do experimento, o que agiliza todo o processo”, afirmou Hao Suo, um dos autores do trabalho, publicado ontem na revista “Nature”. Normalmente, o usuário leva horas ajustando o exoesqueleto para adequar a tecnologia à quantidade de força demandada para realizar os movimentos. Com as correções sendo feitas num simulador, o novo método permite que o equipamento seja adotado imediatamente. “Descobrimos uma forma de controlar o exoesqueleto que pode beneficiar bastante indivíduos com dificuldades de mobilidade”, festejou Shuzen Luo, primeiro autor do estudo. Os participantes gastaram 24.3% menos energia para andar; 13.1% menos energia para correr; e 15.4% menos para subir escadas. Por enquanto, os testes vêm sendo realizados com idosos com problemas neurológicos, mas os pesquisadores pretendem estendê-los a amputados. Cientistas da mesma universidade desenvolveram um sistema – também baseado em IA – para rastrear sensores minúsculos que monitoram doenças do intestino, sem a necessidade de exames invasivos. O paciente ingere uma cápsula, onde está o sensor, e depois coloca uma veste que cria um campo magnético capaz de interagir com esse dispositivo. A inteligência artificial analisa os sinais recebidos pela pílula e monitora, por exemplo, a concentração de amônia, um marcador associado a úlceras e câncer gástrico. Veste monitora cápsulas que são engolidas e contêm sensores que avaliam a saúde do intestino Divulgação: Khan Lab at USC Veja também: VÍDEO: conheça o maior exoesqueleto de quatro pernas do mundo Conheça o maior exoesqueleto de quatro pernas do mundo

  15. Jurados vão avaliar, entre as 10 finalistas, o prompt (comando) usado pela pessoa para criar a imagem de IA e a influência dela no Instagram, antes de anunciar a criação vencedora. Miss IA, primeiro concurso de beleza de inteligência artificial, revela finalistas; entre elas, uma brasileira Reprodução/Instagram A plataforma de conteúdo por assinatura Fanvue lançou o que chama de primeiro concurso de beleza de inteligência artificial do mundo (ou World AI Creator Awards). A organização revelou agora em maio as dez finalistas que concorrerão a um prêmio em dinheiro totalizando US$ 20 mil (algo em torno de R$ 108 mil). A obra vencedora será anunciada em uma cerimônia até o final deste mês. Já a data não foi divulgada pela organização (veja quem são as finalistas ao final da reportagem). Ao todo, foram mais de 1.500 candidatas, segundo o portal Wired. Entre as selecionadas para ir à final está uma brasileira, identificada como Ailya Lou. Além dela, aparecem mulheres geradas por IA que representam Portugal, França, Marrocos, Bangladesh, Índia, Turquia e Romênia. Ailya Lou, "brasileira" criada por IA Reprodução/Instagram Todas essas representações são tratadas como influenciadoras. Suas contas no Instagram contam com milhares de seguidores e postagens frequentes. Ailya Lou, por exemplo, tem pouco mais de 10 mil seguidores na plataforma. "Estou muito feliz em ver Ailya sendo selecionada para a grande final. Ela é um projeto artístico que tem um significado enorme para mim como forma de entender como recriar mundos e pessoas para uma realidade ampliada", disse a pessoa que deu o comando para a criação de Ailya. Seu nome não foi revelado. Sally Ann Facett, historiadora e jurada em concursos de beleza, disse que "a impressionante criatividade e originalidade de Ailya realmente chamaram a sua atenção". E completou: "Você pode ver que sua criação é verdadeiramente única, adoro a arte por trás de cada foto". Além da beleza, os jurados do World AI Creator Awards vão avaliar o prompt (comando) usado pelas pessoas por trás dessas artes e a influência digital delas no Instagram. A primeira colocada ganha US$ 13 mil (cerca de R$ 70 mil), a segunda, US$ 5 mil (R$ 27 mil), e a terceira, US$ 2 mil (R$ 10 mil). Brasil Initial plugin text Marrocos Initial plugin text Portugal Initial plugin text França Initial plugin text França Initial plugin text Initial plugin text Índia Initial plugin text Romênia Initial plugin text Turquia Initial plugin text Turquia Initial plugin text Bangladesh Initial plugin text VEJA TAMBÉM: Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes


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O Blog do Anísio Alcântara foi publicado no dia 25 de Março de 2012